3 min leitura
Primeiros migrantes climáticos de Tuvalu chegam à Austrália
Habitantes da ilha ameaçada pelo aumento do nível do mar chegam com visto especial. IPCC destaca que o nível médio global do mar está a subir a taxas sem precedentes nos últimos 3000 anos.
11 Dez 2025 - 17:53
3 min leitura
Foto: Freepik
- Cantanhede candidata projeto de 665 mil euros para plantar 1.400 árvores
- Governo ordena avaliação urgente ao impacto das cheias na bacia do Mondego
- Microsoft alcança 100% de consumo elétrico derivado de renováveis
- Prejuízos do mau tempo cobertos por seguros vão superar os 500 milhões de euros
- Iberdrola inaugura em Moscavide primeiro ‘hub’ ultrarrápido com baterias e ligação mínima à rede
- Acionadas 155 mil apólices de seguro devido ao mau tempo
Foto: Freepik
Os primeiros migrantes climáticos a deixar a remota nação insular do Pacífico, Tuvalu, chegaram à Austrália, em fuga de uma ilha em risco de submersão, informaram nesta quinta-feira responsáveis pelos negócios estrangeiros, segundo a agência Reuters.
Mais de um terço da população de 11 mil habitantes de Tuvalu candidatou-se a um visto climático para emigrar para a Austrália, ao abrigo de um acordo estabelecido entre os dois países há dois anos.
O número de vistos concedidos está limitado a 280 por ano, para evitar a fuga de talentos do pequeno país insular.
Tuvalu, um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas devido à subida do nível do mar, é um conjunto de atóis de baixa altitude espalhados pelo Pacífico entre a Austrália e o Havai.
O primeiro-ministro de Tuvalu, Feleti Teo, visitou a comunidade tuvaluana em Melbourne, no mês passado, para sublinhar a importância de manter laços fortes e culturais entre os cidadãos que emigram, segundo informações do governo de Tuvalu.
Segundo projeções da NASA, até 2050, as marés diárias poderão submergir metade do atol de Funafuti, onde vivem 60% dos residentes de Tuvalu. Os habitantes agarram-se a uma faixa de terra de apenas 20 metros de largura. O cenário assume um aumento de um metro do nível do mar, enquanto o pior cenário, com o dobro, colocaria 90% do atol principal debaixo de água.
A ministra australiana dos Negócios Estrangeiros, Penny Wong, afirmou que os migrantes climáticos contribuirão para a sociedade australiana.
O visto oferece “mobilidade com dignidade, proporcionando aos tuvaluanos a oportunidade de viver, estudar e trabalhar na Austrália à medida que os impactos climáticos se agravam”, disse Wong numa declaração à Reuters.
Recorde-se que, segundo o 6º Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2021–2022), o nível médio global do mar subiu cerca de 20 centímetros desde 1900, com uma aceleração nos últimos 30 anos. As projeções do IPCC indicam que, mesmo com reduções significativas nas emissões de gases de efeito estufa (GEE), o nível do mar deve continuar a subir ao longo do século XXI, podendo alcançar entre 30 centímetros e 1 metro até 2100, dependendo do cenário de aquecimento global adotado.
O organismo salienta que o nível médio global do mar está a subir a taxas sem precedentes nos últimos 3000 anos, devido ao aquecimento global causado pelo ser humano.
- Cantanhede candidata projeto de 665 mil euros para plantar 1.400 árvores
- Governo ordena avaliação urgente ao impacto das cheias na bacia do Mondego
- Microsoft alcança 100% de consumo elétrico derivado de renováveis
- Prejuízos do mau tempo cobertos por seguros vão superar os 500 milhões de euros
- Iberdrola inaugura em Moscavide primeiro ‘hub’ ultrarrápido com baterias e ligação mínima à rede
- Acionadas 155 mil apólices de seguro devido ao mau tempo