2 min leitura
Produção de resíduos urbanos volta a subir com deposição em aterro ainda a dominar
Em 2024, foram geradas 5,55 milhões de toneladas de resíduos urbanos, mais 3,97% face a 2023. Deposição em aterro continua a ser principal destino final, mas desceu 7%.
02 Out 2025 - 09:53
2 min leitura
Foto: Freepik
- Primeiro-ministro rejeita fixar para já limites às margens de lucro das petrolíferas
- ZERO quer chumbo ambiental do projeto do Centro Logístico de Aveiras
- Plataforma para Financiamento Sustentável recomenda melhorias às normas europeias de reporte de sustentabilidade
- Investimento na natureza pode gerar até 9,3 biliões de euros em receitas empresariais anuais
- Mercado liberalizado de eletricidade totaliza 5,8 milhões de clientes
- Mondelēz reduz plástico virgem na Europa e atinge meta de reciclagem nas embalagens
Foto: Freepik
A produção de resíduos urbanos (RU) em Portugal voltou a crescer em 2024. No total, foram geradas 5,55 milhões de toneladas, um aumento de 3,97% face a 2023. Cada habitante produziu, em média, 517 kg por ano, o equivalente a 1,4 kg por dia. No destino final dos resíduos, a deposição em aterro continua a dominar, embora com uma ligeira descida. Em 2024, 54% dos resíduos tiveram este destino, menos 7 pontos percentuais (p.p.) do que no ano anterior.

Destinos Finais RU – APA
Os dados constam do Relatório Anual Resíduos Urbanos 2024, publicados pela Associação Portuguesa do Ambiente (APA), nesta quarta-feira, que adiciona que, apesar do aumento global, a recolha seletiva mantém-se praticamente estagnada, representando apenas 23% do total, o mesmo valor registado no ano anterior. A recolha indiferenciada continua a ser a principal via optada no país.
No que respeita ao encaminhamento de RU, o tratamento mecânico e biológico reforçou o seu peso, passando a representar maioria, ou seja, 32%. Neste setor, a deposição em aterro viu um decréscimo de 34% para 27%. Em terceiro lugar está a valorização energética, com 19%.
A gestão dos biorresíduos continua a ser um dos principais desafios. A maioria dos municípios apenas capta entre 1% e 5% do total de biorresíduos produzidos, e 41 autarquias ainda não implementaram qualquer sistema de recolha ou tratamento específico.
Dos RU produzidos a nível continental, os biorresíduos representam a maior fatia, cerca de 38%, seguidos pelo plástico (10,49%) e pelos têxteis sanitários (9,15%)

RU produzidos no Continente em 2024 – APA
Os dados refletem a evolução da gestão de resíduos entre 2020 e 2024, confirmando que, apesar de alguns progressos, Portugal ainda enfrenta dificuldades em reduzir a deposição em aterro e aumentar a reciclagem.
- Primeiro-ministro rejeita fixar para já limites às margens de lucro das petrolíferas
- ZERO quer chumbo ambiental do projeto do Centro Logístico de Aveiras
- Plataforma para Financiamento Sustentável recomenda melhorias às normas europeias de reporte de sustentabilidade
- Investimento na natureza pode gerar até 9,3 biliões de euros em receitas empresariais anuais
- Mercado liberalizado de eletricidade totaliza 5,8 milhões de clientes
- Mondelēz reduz plástico virgem na Europa e atinge meta de reciclagem nas embalagens