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ZERO quer chumbo ambiental do projeto do Centro Logístico de Aveiras

Associação acusa projeto de ignorar ferrovia e agravar qualidade do ar e ruído. “O reforço de infraestruturas logísticas baseadas num modelo energético ultrapassado fragiliza a posição económica e geopolítica de Portugal”, conclui.

18 Mar 2026 - 17:40

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Foto: Adobe Stock/bilanol

Foto: Adobe Stock/bilanol

O projeto do Centro Logístico de Aveiras, no concelho da Azambuja, “agravará as emissões, a poluição e o ruído, ignorando o potencial da ferrovia e da eletrificação da logística”, sinaliza a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável. A organização pede então o parecer ambiental desfavorável ao plano.

Apesar de surgir num dos principais corredores ferroviários da Península Ibérica, o projeto dá prioridade a “uma lógica essencialmente rodoviária”, descreve associação. “O reforço de infraestruturas logísticas baseadas num modelo energético ultrapassado fragiliza a posição económica e geopolítica de Portugal”, acrescenta.

O plano esteve sob consulta pública até 10 de março. Na sua leitura, a ZERO conclui que a proposta “ignora a necessidade de transferir mercadorias da estrada para a ferrovia, uma prioridade assumida pela política europeia de transportes é essencial para reduzir emissões, congestionamento e consumo energético”.

A associação relembra que o transporte rodoviário é uma das principais fontes de poluentes atmosféricos, como o dióxido de azoto e partículas finas, “responsáveis por impactos significativos na saúde pública”. Em 2023, este setor correspondeu a 34% das emissões nacionais, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente citados em comunicado. “Este valor representa apenas uma redução de cerca de 9% face a 2005, quando o Plano Nacional Energia e Clima 2030 exige uma redução de 40% até ao final da década”, aponta a ZERO.

Além disso, os ambientalistas alertam que o projeto não inclui produção local de energia renovável, sistemas de armazenamento de eletricidade, nem grandes infraestruturas de carregamento para pesados elétricos. Isto é, “em vez de preparar o futuro, reforça um modelo logístico dependente do gasóleo que corre o risco de se tornar rapidamente obsoleto”.

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