2 min leitura
ZERO quer chumbo ambiental do projeto do Centro Logístico de Aveiras
Associação acusa projeto de ignorar ferrovia e agravar qualidade do ar e ruído. “O reforço de infraestruturas logísticas baseadas num modelo energético ultrapassado fragiliza a posição económica e geopolítica de Portugal”, conclui.
18 Mar 2026 - 17:40
2 min leitura
Foto: Adobe Stock/bilanol
- Mata Nacional de Leiria vai vender árvores tombadas em hasta pública e criar memorial
- Obras da Barragem do Pisão devem decorrer “depressa” para garantir financiamento
- OCDE alerta para travões ao crescimento global e inclui segurança energética nas reformas estruturais
- Argentina aprova reforma que arrisca proteção de glaciares para investimentos mineiros
- ENTSO-E rejeita novos projetos elétricos no Chipre sem aprovação oficial
- Castelo Branco investe 442 mil euros na manutenção de faixas de gestão de combustível para prevenir incêndios
Foto: Adobe Stock/bilanol
O projeto do Centro Logístico de Aveiras, no concelho da Azambuja, “agravará as emissões, a poluição e o ruído, ignorando o potencial da ferrovia e da eletrificação da logística”, sinaliza a ZERO – Associação Sistema Terrestre Sustentável. A organização pede então o parecer ambiental desfavorável ao plano.
Apesar de surgir num dos principais corredores ferroviários da Península Ibérica, o projeto dá prioridade a “uma lógica essencialmente rodoviária”, descreve associação. “O reforço de infraestruturas logísticas baseadas num modelo energético ultrapassado fragiliza a posição económica e geopolítica de Portugal”, acrescenta.
O plano esteve sob consulta pública até 10 de março. Na sua leitura, a ZERO conclui que a proposta “ignora a necessidade de transferir mercadorias da estrada para a ferrovia, uma prioridade assumida pela política europeia de transportes é essencial para reduzir emissões, congestionamento e consumo energético”.
A associação relembra que o transporte rodoviário é uma das principais fontes de poluentes atmosféricos, como o dióxido de azoto e partículas finas, “responsáveis por impactos significativos na saúde pública”. Em 2023, este setor correspondeu a 34% das emissões nacionais, segundo dados da Agência Portuguesa do Ambiente citados em comunicado. “Este valor representa apenas uma redução de cerca de 9% face a 2005, quando o Plano Nacional Energia e Clima 2030 exige uma redução de 40% até ao final da década”, aponta a ZERO.
Além disso, os ambientalistas alertam que o projeto não inclui produção local de energia renovável, sistemas de armazenamento de eletricidade, nem grandes infraestruturas de carregamento para pesados elétricos. Isto é, “em vez de preparar o futuro, reforça um modelo logístico dependente do gasóleo que corre o risco de se tornar rapidamente obsoleto”.
- Mata Nacional de Leiria vai vender árvores tombadas em hasta pública e criar memorial
- Obras da Barragem do Pisão devem decorrer “depressa” para garantir financiamento
- OCDE alerta para travões ao crescimento global e inclui segurança energética nas reformas estruturais
- Argentina aprova reforma que arrisca proteção de glaciares para investimentos mineiros
- ENTSO-E rejeita novos projetos elétricos no Chipre sem aprovação oficial
- Castelo Branco investe 442 mil euros na manutenção de faixas de gestão de combustível para prevenir incêndios