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Quase metade das áreas protegidas em Portugal Continental estão em territórios de elevada perigosidade de incêndio rural

Centro e Norte do país são as áreas com maior perigosidade. Já no Alentejo, Península de Setúbal, Oeste e Vale do Tejo predominam as áreas com muito baixa perigosidade, segundo o INE.

25 Mai 2026 - 10:05

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Foto: Copernicus

Foto: Copernicus

Em Portugal Continental, 47,5% da superfície de áreas protegidas localizavam-se em territórios classificados com alta e muito alta perigosidade de incêndio rural, segundo dados avançados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

A mesma análise refere que, em termos gerais, Portugal Continental tem 30,6% da superfície categorizada como tendo alta e muito alta perigosidade de incêndio rural. Nas regiões Centro e Norte, estas classes de perigosidade representam mais de metade do território, nomeadamente 50,5% e 50,2%, respetivamente.

Nas áreas de alta e muito alta perigosidade de incêndio rural situam-se 1,3% dos edifícios e 0,8% dos alojamentos familiares clássicos. Nestas áreas, a residência habitual é a principal forma de ocupação dos alojamentos familiares, adianta o INE.

A categorização dá ainda conta de que nestas áreas de alta e muito alta perigosidade de incêndio rural residem cerca de 51 115 pessoas, correspondendo a 0,5% da população do Continente.

Estas áreas apresentam também um maior índice de envelhecimento quando comparado com o total do Continente, sendo que cerca de 69,3% da população isolada reside em áreas de elevada perigosidade.

O INE revela ainda que a sobreposição da distribuição territorial dos corpos de bombeiros e dos estabelecimentos hospitalares com a carta de perigosidade estrutural de incêndio rural revela uma cobertura territorial dos corpos de bombeiros “mais dispersa e relativamente mais próxima das áreas de maior perigosidade, contrastando com a concentração dos estabelecimentos hospitalares que apresentavam uma maior concentração no litoral do Continente”.

Um quarto do território em baixa perigosidade

No território Continental, 25,4% da superfície está classificada na categoria de muito baixa perigosidade de incêndio rural, 19,7% corresponde a áreas de baixa perigosidade, 16,5% a média perigosidade, 16,4% a alta perigosidade e 14,2% integra a classe de muito alta perigosidade. Como já referido, as regiões Centro e Norte apresentam mais de metade da sua superfície integrada em áreas de alta e muito alta perigosidade de incêndio rural (50,5% e 50,2%, respetivamente). A presença destas classes era igualmente expressiva no Algarve, onde representa 30,7% da superfície regional.

Por outro lado, no Alentejo, na Península de Setúbal e no Oeste e Vale do Tejo predominam as áreas classificadas com muito baixa perigosidade correspondendo a 54,8%, 46,4% e 34,7% da superfície regional, respetivamente.

De salientar ainda que, na Grande Lisboa, na Península de Setúbal e na Área Metropolitana do Porto, a superfície não classificada em termos de perigosidade é predominante em mais de metade dos municípios, “refletindo o elevado grau de urbanização e artificialização do território nestas sub-regiões”, sublinha o INE.

Recorde-se que, com a probabilidade muito elevada de acontecer um forte El Niño em 2026, segundo os cientistas, este ano poderá ser um dos piores anos em matéria de incêndios.

De salientar também que o Governo decidiu dar mais tempo aos municípios para atualizarem a forma como planeiam a prevenção de incêndios rurais, ficando válidos os atuais planos até 31 de dezembro de 2026. A medida altera o regime do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais, mantendo em vigor os atuais planos municipais enquanto não forem concluídos os novos programas sub-regionais e municipais previstos.

 

 

 

 

 

 

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