3 min leitura
IPMA aponta probabilidade superior a 80% de se verificar El-Niño “muito forte”
As temperaturas no Oceano Pacífico já estão em fase “El Niño” e devem continuar até ao início de 2027, revela o Instituto Português do Mar e da Atmosfera.
16 Jul 2026 - 16:54
3 min leitura
Foto Magnific
- ZERO reconhece reformulação da central solar Sophia mas considera alterações insuficientes
- Organização Meteorológica Mundial alerta para El Niño “sem precendentes”
- UE aumentou importações e exportações de turbinas eólicas em 2025
- Orçamento da UE para 2027: Eurodeputados querem foco na energia, no clima e na agricultura
- Parlamento Europeu desbloqueia 261,5 ME para ajudar Portugal a recuperar das tempestades
- Ceuta sofre apagão de quase uma hora com origem em Cádiz
Foto Magnific
As temperaturas no Oceano Pacífico já estão em fase “El Niño” e devem continuar até ao início de 2027, prevendo-se um fenómeno “muito forte”, confirmou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) nesta quinta-feira.
“A informação atualizada mensalmente sobre a temperatura da superfície do oceano no Pacifico equatorial revela que o índice ENSO – (El Niño–Southern Oscillation) já se encontra em fase de El-Niño”, confirmou o IPMA numa comunicação publicada no seu site.
O organismo dá conta de que, ao longo das próximas semanas, as previsões atuais de diversos modelos de previsão sazonal apontam para uma probabilidade superior a 99% de persistência de um episódio de El-Niño até ao início de 2027 e uma probabilidade superior a 80% de se verificar um fenómeno de El-Niño muito forte.
Embora o fenómeno El-Niño ocorra no Oceano Pacífico, pode influenciar significativamente os padrões climáticos à escala global. No entanto, os seus efeitos em Portugal “não são diretos nem estatisticamente significativos, pelo que o IPMA continuará a acompanhar a sua evolução e a divulgar atualizações sempre que se justifique”, acrescenta.
Recentemente, as Nações Unidas já haviam alertado para uma previsível intensificação do evento meteorológico El Niño, o que aumenta a probabilidade de ocorrência de fenómenos climáticos extremos, como ondas de calor, secas e chuvas intensas em várias partes do mundo.
A avaliação sobre o Clima Sazonal Global indica “uma rápida evolução para um forte evento El Niño durante o período de julho a setembro” deste ano, acrescentando que “os modelos de previsão mostram uma concordância notável, proporcionando uma elevada confiança nas perspetivas”.
Caracterizado pelo aquecimento da temperatura da superfície do oceano no Pacífico Equatorial central e oriental, o El Niño ocorre normalmente a cada dois a sete anos e dura de nove a doze meses.
O último evento El Niño, em 2023 e 2024, fez destes dois anos os mais quentes de que há registo.
Segundo a OMM, não existem provas de que as alterações climáticas aumentem a frequência ou a intensidade dos eventos El Niño, mas sabe-se que podem amplificar os seus impactos.
A atualização aponta ainda, com “uma probabilidade extremamente elevada”, para temperaturas acima da média na maior parte das áreas terrestres fora das regiões polares.
Quanto à chuva, na Europa, deverá ser acima da média no Sul e abaixo da média no Norte, embora em relação a este continente a fiabilidade da previsão continue a ser inferior à de muitas outras regiões.
- ZERO reconhece reformulação da central solar Sophia mas considera alterações insuficientes
- Organização Meteorológica Mundial alerta para El Niño “sem precendentes”
- Orçamento da UE para 2027: Eurodeputados querem foco na energia, no clima e na agricultura
- Parlamento Europeu desbloqueia 261,5 ME para ajudar Portugal a recuperar das tempestades
- Ceuta sofre apagão de quase uma hora com origem em Cádiz
- China diminui em 17,7% emissões de CO₂ por unidade de riqueza criada