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Painéis fotovoltaicos enviados para reciclagem disparam devido às tempestades

No primeiro semestre do ano o Electrão recolheu 3356 toneladas de painéis, sendo que em 2025 esse valor não ultrapassou 213 toneladas. No mesmo período, recolheu e encaminhou para reciclagem mais de 24 mil toneladas equipamentos elétricos.

16 Jul 2026 - 16:15

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Foto: Facebook do município de Marinha Grande

Foto: Facebook do município de Marinha Grande

O Electrão registou um aumento exponencial na recolha de painéis fotovoltaicos para reciclar, devido às tempestades que assolaram o centro do país, com uma grande incidência neste tipo de equipamentos.

No primeiro semestre do ano foram recolhidas 3.356 toneladas de painéis, quando no mesmo período do ano passado esse valor não ultrapassou as 213 toneladas.

No mesmo período de 2026, o Electrão recolheu e encaminhou para reciclagem mais de 24 mil toneladas de equipamentos elétricos usados no primeiro semestre deste ano, o que representa um aumento de 19% face ao período homólogo.

A grande maioria dos equipamentos enviados para reciclagem (79% do total) foi recolhida diretamente através da rede Electrão. Assim, as recolhas na rede própria cresceram 12% neste semestre, passando de 17 mil toneladas para 19 mil. 

De acordo com a empresa, este crescimento deve-se, “por um lado, ao envolvimento dos parceiros operacionais, mas resulta, sobretudo, do reforço contínuo da rede de recolha e da aposta na prestação de um serviço cada vez mais próximo e acessível aos cidadãos”.

“O Electrão continua a aproximar a reciclagem dos cidadãos através do reforço da rede de recolha. Quanto mais simples e acessível for entregar um equipamento usado, maior será a participação das pessoas e melhores serão os resultados ambientais alcançados”, destaca Ricardo Furtado, diretor de Elétricos e Pilhas do Electrão.

A rede Electrão tem, atualmente, à disposição do cidadão cerca de 18 mil pontos onde é possível colocar pilhas, baterias e equipamentos elétricos usados. Este ano foram já disponibilizados mais 860 novos locais de recolha.

Além dos painéis fotovoltaicos, entre os equipamentos elétricos mais reciclados neste primeiro semestre estão sobretudo os grandes eletrodomésticos, como máquinas de lavar e de secar roupa.

Seguem-se ainda os equipamentos de regulação de temperatura, como frigoríficos, arcas congeladoras e radiadores. Surgem depois os pequenos aparelhos elétricos, como torradeiras e ferros de engomar, ecrãs e televisores, equipamentos de informática e telecomunicações e, por fim, as lâmpadas.

O Electrão relembra ainda que o serviço gratuito de recolha porta-a-porta de grandes eletrodomésticos já está disponível em 14 municípios da Área Metropolitana de Lisboa e da região Oeste, sendo estes Almada, Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Moita, Odivelas, Oeiras, Palmela, Seixal, Sintra, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras.

Para a entidade, a recolha de equipamentos elétricos porta-a-porta é uma das estratégias de combate ao mercado paralelo, um problema para o qual “o Electrão tem vindo permanentemente a alertar”. 

“O mercado paralelo continua a representar um importante desafio para o setor. O desvio de equipamentos elétricos usados para circuitos informais compromete a recuperação de materiais valiosos e aumenta os riscos ambientais associados ao seu tratamento. O envolvimento dos cidadãos é fundamental para garantir que estes resíduos chegam aos canais oficiais de reciclagem”, sublinha Ricardo Furtado.

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