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Programas E-LAR e Bairros + Sustentáveis reforçados pelo Fundo Social do Clima
As candidaturas a estes programas arrancam nesta terça-feira, anunciou a ministra do Ambiente e da Energia na conferência dos 25 anos da ADENE. Maria da Graça Carvalho anunciou também que a meta para atingir 80% de energias renováveis pode ser antecipada para 2026.
29 Set 2025 - 11:03
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Maria Da Graça Carvalho | Foto: ADENE/Youtube
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Maria Da Graça Carvalho | Foto: ADENE/Youtube
Os programas E-LAR e Bairros + Sustentáveis, que contam com um investimento total de 100 milhões de euros para tornar as habitações mais eficientes e combater a pobreza energética, vão ser reforçadas pelo Fundo Social do Clima, “que entrará em breve em vigor”, anunciou a ministra do Ambiente e da Energia, nesta segunda-feira, na conferência “25 anos de energia para o futuro”, que decorre em Carcavelos.
Maria da Graça Carvalho referiu também que as candidaturas a estes programas, cujo objetivo é reduzir as faturas de energia das famílias e tornar as casas mais confortáveis e sustentáveis, arrancam nesta terça-feira.
Recorde-se que o Plano Nacional Social para o Clima define como Portugal irá aplicar a sua parte do Fundo Social para o Clima da União Europeia (UE). O valor total do Fundo é de cerca de 86 mil milhões de euros, dos quais 1 631 mil milhões de euros serão atribuídos a Portugal no período de 2026 a 2032.
Na sua intervenção na conferência que celebra os 25 anos da ADENE, a ministra destacou também o papel crescente das renováveis na oferta energética nacional, sublinhando que estas já completaram 71% da oferta em 2024. “Para o fim da década o objetivo é 80%, mas podemos antecipar esse valor já para 2026”, revelou. Referiu também que o peso da energia renovável em todos os setores é de 32%, mas que a meta é de 51% até ao final da década.
“Estamos cientes dos inúmeros desafios e por isso estamos empenhados em empenhar os investimentos”, referiu, destacando para isso três pontos estratégicos: segurança do abastecimento, sustentabilidade e competitividade.
Salientou que o Governo tem 31 medidas para aumentar a resiliência do sistema elétrico e que as metas da sustentabilidade “são o fio condutor de todas as nossas políticas”. Defendeu que “Portugal precisa de continuar a investir nas energias renováveis, não apenas na produção de eletricidade, mas para a descarbonização de todos os setores”. Anunciou também que, em breve, será lançado o mapa de zonas de aceleração de energias renováveis “com grandes benefícios ao nível do licenciamento e da simplificação para os investidores”.
Maria da Graça Carvalho destacou também o papel da ADENE para a transformação da gestão da energia, salientando a proximidade com os cidadãos, com a presençaa de perto de 80 espaços de energia existentes em todo o país.
A Agência para a Energia assinala nesta segunda-feira 25 anos de atividade com uma conferência dedicada à transição energética. O encontro, organizado em parceria com o Ministério do Ambiente e Energia e sob o Alto Patrocínio do Presidente da República, reúne algumas das figuras mais influentes do setor a nível mundial. Pode ser acompanhado em direto no canal de YouTube da ADENE.
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