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União Europeia limita suspensão da taxa de carbono sobre importações

O plano foi aprovado por maioria dos países da UE, apesar de países como a Eslováquia, Roménia e Lituânia terem recusado apoiar a medida. A partir de agora, haverá cobrança pelas as emissões da importação de bens como fertilizantes, aço e cimento.

12 Jun 2026 - 17:21

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Foto: Freepik

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Os Estados-membros concordaram nesta sexta-feira restringir as circunstâncias em que a União Europeia (UE) pode suspender a taxa de carbono sobre importações, o que poderá ajudar a dar mais certeza aos investimentos em baixo carbono na UE.

Os ministros da economia da UE aprovaram o plano por maioria, apesar de países como a Eslováquia, a Roménia e a Lituânia terem recusado apoiar a medida, de acordo com a Reuters.

Com as novas restrições, a taxa de carbono nas fronteiras da UE passa a impor uma cobrança sobre as emissões associadas às importações de bens como fertilizantes, aço e cimento, de modo a proteger as indústrias europeias de serem prejudicadas por bens mais baratos e mais poluentes provenientes do estrangeiro.

Inicialmente,  a Comissão Europeia tinha afirmado que poderia vir a excluir bens da taxa de carbono no futuro se “circunstâncias graves e imprevistas” resultassem em aumentos de preços.

No entanto, alguns governos e empresas rejeitaram essa abordagem, afirmando que ela criava incerteza para investimentos em baixo carbono, que só são competitivos se as importações poluentes estiverem sujeitas à taxa de emissões da UE.

Além disso, o projeto de acordo, visto pela Reuters, indicava que a Comissão só poderia propor a suspensão da taxa de carbono se fossem cumpridos determinados critérios, incluindo situações em que o preço do produto em causa aumentou mais de 50% ao longo de seis meses, em comparação com a média dos últimos 10 anos.

Quando a proposta estiver finalizada, a lista de bens abrangidos pela taxa de carbono deverá ser alargada, para incluir produtos como máquinas de lavar e peças de automóveis, segundo a Reuters.

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