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União Europeia deverá totalizar 10 locais de armazenamento de carbono nos próximos anos
Primeiro relatório de progresso indica que a meta 50 milhões de toneladas de capacidade anual de injeção em locais geológicos de armazenamento de CO₂, até 2030, continua ao alcance, desde que os projetos avancem depressa.
28 Mai 2026 - 17:37
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Foto: cinea.ec.europa.eu
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Foto: cinea.ec.europa.eu
A juntar aos três locais de armazenamento de carbono já estabelecidos, espera-se que pelo menos mais sete locais entrem em funcionamento nos próximos anos na União Europeia (UE), com uma capacidade total de injeção de 19 milhões de toneladas de CO₂ por ano.
Segundo o primeiro relatório da Comissão Europeia (CE), a meta de 50 milhões de toneladas de capacidade anual de injeção em locais geológicos de armazenamento de CO₂, até 2030, ainda está ao alcance, “desde que os projetos avancem com rapidez suficiente”.
Três locais de armazenamento (Porthos, Greensand e Prinos) já possuem licença na UE. Nomeadamente, o local em Greensand, no Mar do Norte dinamarquês, deverá registar a primeira injeção de CO₂ já no próximo mês. O local de Prinos, situado no Mar Egeu, deverá entrar em funcionamento entre 2026 e 2027. Já o local de Porthos, perto de Roterdão, deverá começar a operar no próximo ano.
A CE refere que estes locais estão a impulsionar o mercado de armazenamento de CO₂ e demonstram o “rápido crescimento” da captura e armazenamento de carbono na UE. No espaço de um ano, os Estados-membros atribuíram quatro novas licenças. Em contraste, entre a adoção da Diretiva CCS (Carbon Capture and Storage) em 2009 e a definição da meta para 2030 em 2024, apenas uma licença tinha sido emitida na UE.
“A indústria de armazenamento de CO₂ está a crescer rapidamente na UE. Mais de 19 milhões de toneladas de capacidade anual de injeção estarão disponíveis para a nossa indústria pesada nos próximos anos. Esta nova infraestrutura irá apoiar investimentos em captura de carbono em todos os Estados-membros”, assinala — Wopke Hoekstra, comissário para o Clima, Neutralidade Carbónica e Crescimento Limpo.
Os Estados-membros da UE reportam que muitas instalações industriais irão depender de locais de armazenamento de CO₂ nos próximos anos. Só os projetos do Fundo de Inovação deverão capturar mais de 25 milhões de toneladas de CO₂ por ano para armazenamento permanente.
Quase 100 projetos de captura de CO₂ candidataram-se ao Fundo de Inovação no período 2020–2025 e exigiriam mais de 70 milhões de toneladas de capacidade anual de injeção de CO₂, refere a CE.
Relativamente a Portugal, a indústria nacional já veio sugerir a criação de uma infraestrutura integrada para captura e armazenamento de carbono. A proposta prevê a criação de uma rede de perto de 700 km de gasodutos ‘onshore’ e ‘offshore’, com um investimento estimado de 2 mil milhões de euros entre 2027 e 2056. Indústria teme que operar sem CCS poderá comprometer a sua competitividade a longo prazo.
Também o Governo está a estudar a adaptação da legislação nacional à captura, transporte e armazenamento de carbono e a “olhar para várias soluções”, tendo em conta os impactos ambientais, segundo a ministra do Ambiente e Energia avançou no início do ano.
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