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Regadio precisa de €1,1 mil milhões para concretizar projetos prontos a arrancar
Portugal consegue armazenar apenas 20% das afluências anuais. FENAREG estima que uma década de atraso na realização dos investimentos agrícolas associados à “Água que Une” poderá representar um custo superior a 5,4 mil milhões de euros para a economia.
24 Out 2026 - 10:30
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A Federação Nacional de Regantes de Portugal (FENAREG) identificou 111 projetos de regadio que poderão modernizar infraestruturas, reduzir perdas de água e energia e reforçar a capacidade de armazenamento e distribuição prontos para avançar e que requerem um investimento de cerca de 1,1 mil milhões de euros.
A carteira de projetos integra intervenções em diferentes fases de maturidade, incluindo projetos já em condições de avançar para obra. Para a FENAREG, a aprovação da estratégia nacional “Água que Une” criou o enquadramento que terá agora de ser acompanhado por recursos financeiros e por um calendário de execução.
“Portugal já conhece as necessidades e dispõe de projetos concretos. A questão que se coloca agora é saber quais avançam primeiro, como serão financiados e quando começam as obras. Adiar não representa uma poupança: prolonga as perdas de água, agrava os custos de manutenção e limita a capacidade de produzir alimentos no nosso país, com um elevado custo para os cidadãos e para a nossa economia”, afirma José Núncio, presidente da FENAREG.
De acordo com as estimativas da Federação, que avalia em cerca de 2 mil milhões de euros as necessidades de investimento no regadio coletivo até 2030, uma década de atraso na realização dos investimentos agrícolas associados à “Água que Une” poderá representar um custo superior a 5,4 mil milhões de euros para a economia.
A concretização destes projetos e as decisões necessárias sobre prioridades, financiamento e calendário estarão no centro das XVII Jornadas FENAREG – Encontro Regadio 2026, que se realizam nos dias 18 e 19 de novembro, em Reguengos de Monsaraz.
Portugal armazena 20% da água
Segundo a organização, Portugal consegue armazenar apenas cerca de 20% das afluências anuais, apesar de receber água suficiente para responder às suas necessidades. A irregularidade da precipitação, as diferenças entre regiões e a limitada capacidade de retenção tornam o país mais vulnerável aos períodos de seca, aponta a FENAREG.
Como tal, considera que a disponibilidade previsível de água deve ser encarada como uma condição da segurança alimentar. Sem capacidade para armazenar, distribuir e utilizar este recurso de forma eficiente, diminui a produção nacional, aumenta a exposição às importações e torna-se mais difícil garantir regularidade no abastecimento à indústria, à distribuição e aos consumidores, alerta.
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