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Bolt considera que fim das trotinetes reduz opções de mobilidade económicas e sustentáveis em Lisboa

A Bolt garante que desde o acordo celebrado com a Câmara Municipal em 2023 tem cumprido as regras definidas pelo município, de velocidade máxima de 20 km/h e estacionamento obrigatório em locais designados.

23 Out 2026 - 17:01

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Foto Bolt

Two green Bolt scooters parked together with black helmets hanging on the handlebars in a paved outdoor area

Foto Bolt

A Bolt considerou nesta sexta-feira que retirar as trotinetes partilhadas de Lisboa reduz as opções de mobilidade económicas e sustentáveis para quem vive em Lisboa, que representaram 78% das viagens em 2025.

“Em 2025, 78% das viagens [em trotinetes partilhadas] foram feitas por residentes, sobretudo em percursos de primeira e última milha e na ligação aos transportes públicos. Retirá-las da cidade reduz as opções de mobilidade acessíveis, económicas e sustentáveis para quem vive em Lisboa”, defende a Bolt, em resposta escrita enviada à Lusa.

Em causa está a recente aprovação da proposta da liderança camarária de Carlos Moedas (PSD) para a suspensão dos sistemas partilhados de trotinetes elétricas em Lisboa, até ao final do ano.

A Bolt, um das principais operadores deste sistema, garante que desde o acordo celebrado com a Câmara Municipal em 2023 tem cumprido as regras definidas pelo município, de velocidade máxima de 20 km/h e estacionamento obrigatório em locais designados.

“Os locais de estacionamento são definidos pelo município, e não pelas operadoras. Cerca de 70% dos aproximadamente 1.900 locais hoje designados ficam em passeios”, aponta a operadora, salientando que, desde 2023, propôs “centenas de alternativas mais adequadas, sinalizadas e mais bem distribuídas, para facilitar o estacionamento correto e libertar espaço para os peões”.

Adicionalmente, a Bolt diz ter-se disponibilizado para “financiar sinalética, marcações rodoviárias e estações de estacionamento dedicadas”.

Reconhecendo que o estacionamento indevido “afeta especialmente quem se desloca a pé com mais dificuldade”, a operadora considera que “a resposta passa por haver locais de estacionamento fora dos passeios e bem assinalados”.

“As operadoras suportam hoje todos os custos da fiscalização, incluindo o reboque, as coimas e o armazenamento dos veículos. Propusemos que um investimento equivalente fosse canalizado para melhorar estas infraestruturas”, realça.

Quanto à segurança, a empresa aponta que, desde 2023, foram registados pelas operadoras de trotinetes partilhadas 608 incidentes em mais de 42 milhões de quilómetros percorridos e que, este ano, apenas 0,5% dos incidentes comunicados foram classificados como graves.

Garantindo que “a segurança continua a ser uma prioridade”, a Bolt lembra que, ao contrário das trotinetes particulares, as partilhadas têm um sistema que limita a velocidade nos 20 quilómetros por hora e regras de estacionamento que podem ser controladas.

A empresa adianta que as suas trotinetes vão manter-se disponíveis na capital até à data de transição e que quer reforçar a operação de bicicletas elétricas partilhadas, “uma alternativa para muitos dos residentes que hoje usam as trotinetes no dia-a-dia”.

Ainda assim, a operadora manifesta disponibilidade para discutir com a Câmara Municipal de Lisboa “um modelo que permita manter as trotinetes partilhadas na cidade”.

 

Agência Lusa

Editado por Jornal PT Green

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