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Sines vai ter uma Estação de Mobilidade
A infraestrutura, que vai custar 3,06 milhões de euros, vai concentrar os transportes rodoviários urbanos e regionais num terreno municipal junto à antiga estação ferroviária.
22 Out 2026 - 07:01
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Foto WikimediaInês Leonardo
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A Câmara Municipal de Sines (CMS) vai avançar para a construção da Estação da Mobilidade, uma infraestrutura que vai agregar os transportes rodoviários regionais e urbanos na cidade.
A construção do projeto, no valor total de 3,06 milhões de euros, foi adjudicada à empresa António Saraiva & Filhos, Lda., segundo a ata da reunião municipal consultada pelo Jornal PT Green.
A decisão foi aprovada por unanimidade na reunião de 30 de setembro. Segundo o documento, o preço contratado fica 677.290 euros abaixo do preço base do concurso, fixado em 3,56 milhões de euros.
A infraestrutura será construída num terreno municipal contíguo à Alameda da Paz, junto da antiga estação ferroviária de Sines, e destina-se a reunir os serviços de transporte rodoviário urbano e regional, com vista a facilitar as ligações entre estes modos de transporte na região.
A deliberação de 30 de setembro aprovou também a minuta do contrato. A ata não indica, contudo, a data prevista para o início ou para a conclusão dos trabalhos, mas refere que a empreitada terá um prazo de execução de 540 dias a partir do início do contrato.

Imagem: CMS
Segundo o município, será criado um espaço de paragem para autocarros, em cais de embarque com proteção às intempéries, e estacionamento de apoio destinado a veículos ligeiros.
Serão ainda construídos dois edifícios, um para apoio ao público e outro para cafetaria. A operação foi candidata a financiamento pelo Fundo para a Transição Justa.
Sines em acelerado desenvolvimento
Sines continua a preparar-se para ser um dos maiores polos industriais do país, tendo vindo a agregar cada vez mais empresas.
Recorde-se que a CMS também deu a conhecer recentemente que vai proceder à revisão do Plano de Urbanização da Zona Industrial e Logística de Sines (PUZILS), no contexto da crescente procura da localidade para a instalação de atividades industriais e logísticas. Segundo uma deliberação da CMS do início de agosto, aprovada por unanimidade, esta revisão resulta de um “manifesto interesse público e estratégico que reveste a revisão urbanística da Zona Industrial e Logística de Sines”, justificando a necessidade de dar continuidade ao processo com uma nova deliberação.
Sines é atualmente um polo de atração empresarial. Contudo, este é também o concelho do Alentejo Litoral com maior percentagem de território classificado como Reserva Ecológica Nacional. Mais especificamente, tem 76,3% da área abrangida por esta restrição de utilidade pública, de acordo com dados da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) Alentejo.
No caso de Sines, a dimensão da área abrangida pela REN cruza-se com o papel estratégico que o concelho tem vindo a assumir na economia nacional. O território concentra alguns dos maiores projetos de investimento do país, desde o complexo portuário e industrial aos projetos ligados à transição energética, como o hidrogénio verde e combustíveis sustentáveis, além de novos investimentos industriais e logísticos, que têm vindo a ser apresentados.
A dimensão da Reserva Ecológica Nacional neste concelho em particular ganha também um novo enquadramento com o recente reforço do papel das CCDR. Recorde-se que o Governo alterou recentemente o Regime Jurídico da Reserva Ecológica Nacional, permitindo que os conselhos diretivos das CCDR territorialmente competentes possam decidir sobre a realização de “ações de relevante interesse público” em áreas integradas nesta reserva, quando essa competência lhes seja delegada.
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