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Ceuta sofre apagão de quase uma hora com origem em Cádiz

Incidente na província espanhola desligou os cabos da interligação elétrica com a cidade autónoma. A Red Eléctrica confirmou a reposição total da rede de alta tensão às 10h34, mas continua a investigar as causas da perturbação.

21 Out 2026 - 14:43

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Ceuta sofreu um apagão elétrico na manhã desta quarta-feira, 21 de outubro, que afetou quase toda a cidade autónoma espanhola durante 55 minutos. O incidente ocorreu às 9h39 e o sistema de alta tensão ficou totalmente restabelecido às 10h34, segundo informa a Red Eléctrica de España (REE), responsável pela rede de transporte de eletricidade em Espanha.

Em comunicado, a REE explicou que um incidente na província de Cádis provocou a desconexão dos cabos da interligação elétrica entre a Península Ibérica e Ceuta. “Às 9h39, ocorreu um incidente na província de Cádis que provocou a desconexão dos cabos da interligação elétrica com Ceuta. No momento do incidente, os grupos geradores da central de Ceuta asseguravam a totalidade do consumo da cidade autónoma. Durante a ocorrência, registou-se uma perda de produção dos grupos da central e a interrupção do fornecimento a quase todos os consumidores”, explicou a REE na rede social X, acrescentando que “as causas estão a ser analisadas, uma vez que este incidente não explica as consequências no abastecimento da cidade autónoma”.

A reposição do fornecimento foi gradual, explicou a operadora do sistema elétrico espanhol.

Recorde-se que o apagão de 28 de abril de 2025, que deixou Portugal e Espanha sem eletricidade, também teve origem no sistema elétrico espanhol, tendo-se propagado à rede portuguesa.

A investigação europeia concluiu, em março de 2026, que o apagão resultou de uma combinação de fatores técnicos, incluindo oscilações na rede, falhas no controlo da tensão, reduções rápidas da produção elétrica e desligamentos de geradores em Espanha.

Nesse ano, a Red Eletrica anunciou que tomou “medidas que consideramos necessárias para reforçar a robustez do sistema elétrico”, perante ameaça de riscos de novos apagões.

Portugal tem vindo a tomar medidas para não sofrer novo apagão. Recentemente, a REN – Redes Energéticas Nacionais lançou um concurso público para contratar um serviço de arranque autónomo (black start), uma capacidade essencial para a recuperação do sistema elétrico na sequência de um apagão de grandes dimensões.

A eventual ligação elétrica a Marrocos também voltou a ser estudada no âmbito da necessidade de garantir mais redundância. Em entrevista ao Jornal PT Green, a ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, referiu que o Governo “está a atualizar o estudo que foi feito há uns anos, porque, em termos dos custos, é um projeto dispendioso.  O benefício é essencialmente, no caso de um apagão elétrico, nós termos uma redundância”, acrescentando que é preciso avaliar o investimento necessário. “Um ponto assente com a atual ministra da Energia de Marrocos é que sem investimento privado ou sem investimento internacional seria demasiado caro para o benefício que iríamos ter. Portanto, há essa questão de ver se há interesse privado”, referiu na altura.

Os apagões ocorrem num contexto de transformação do setor energético, marcado pelo aumento da incorporação de eletricidade renovável, pela eletrificação progressiva da economia e pela necessidade de garantir maior flexibilidade, capacidade de gestão, armazenamento e robustez das redes.

 

 

 

 

 

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