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China diminui em 17,7% emissões de CO₂ por unidade de riqueza criada

Relatório anual sobre políticas e ações climáticas indica que a capacidade instalada de energia solar no país ultrapassou, pela primeira vez na história, a capacidade de produção de eletricidade a partir do carvão.

21 Out 2026 - 13:39

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Foto Getty ImagesWangAnQi

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Foto Getty ImagesWangAnQi

As emissões de dióxido de carbono (CO₂) por unidade de produto interno bruto (PIB) da China diminuíram 17,7% em 2025 face aos níveis de 2020. Ou seja, o país está a produzir bens e serviços com menos emissões de dióxido de carbono por cada unidade de riqueza criada, refere o Governo chinês no relatório anual sobre as políticas e ações climáticas do país, revelado nesta quarta-feira.

A análise indica também que no último ano as fontes de energia não fósseis representaram 21,7% do consumo total de energia. E que a capacidade instalada conjunta de energia eólica e solar atingiu 1.840 gigawatts e o volume de existências florestais ascendeu a 20,99 mil milhões de metros cúbicos.

Segundo a informação divulgada pelo Governo da China, estes progressos resultam dos esforços continuados do país para acelerar a transformação verde e a transição para uma economia de baixo carbono.

“A China construiu a maior e mais completa cadeia industrial de energia limpa do mundo, tendo as indústrias verdes e de baixo carbono passado a constituir um importante motor do crescimento económico”, afirmou Li, vice-ministro da Ecologia e do Ambiente em conferência de imprensa.

No primeiro semestre de 2026, a capacidade instalada total de energias renováveis do país atingiu 2.460 gigawatts, o equivalente a 60,7% da capacidade total de produção de eletricidade da China. No final de julho, a capacidade instalada de energia solar ultrapassou, pela primeira vez na história, a capacidade de produção de eletricidade a partir do carvão, tornando-se a maior fonte individual de produção de eletricidade do país, revela também o relatório.

Além disso, a China passou a ocupar o primeiro lugar mundial em capacidade instalada conjunta de unidades nucleares em funcionamento e de unidades com construção aprovada.

A produção e as vendas de veículos movidos a novas energias, categoria que inclui os veículos elétricos e híbridos recarregáveis, lideram a nível mundial há 11 anos consecutivos, sublinha a análise.

Li salientou ainda que o país criou o maior mercado de comércio de licenças de emissão de carbono do mundo, abrangendo cerca de 8,3 mil milhões de toneladas de dióxido de carbono, ou mais de 65% das emissões totais da China. O volume acumulado de transações de licenças de emissão ultrapassou recentemente mil milhões de toneladas.

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