2 min leitura
Maria da Graça Carvalho: “Apuramento dos factos deixou claro que este apagão aconteceu em Espanha, tendo afetado Portugal”
Ministra do Ambiente e da Energia diz que não houve “nenhum desligamento dos electroprodutores portugueses” até todo o sistema colapsar, garantindo que o controlo de tensão português "correu bem".
03 Out 2025 - 18:33
2 min leitura
Maria Da Graça Carvalho | Foto: APREN
- Católica cria novo doutoramento em Ecologia Integral para responder aos desafios globais
- Barco solar desenvolvido por estudantes da FEUP vai descer a costa portuguesa pela primeira vez
- Câmara de Torres Novas considera fábrica de biometano incompatível com PDM
- Lisboa acelera descarbonização da frota municipal com investimento de 481 mil euros
- Aeroporto Luís de Camões deve entrar em funcionamento a partir de 2035
- Galp prepara parque eólico de 158 MW em Ourique e Odemira
Maria Da Graça Carvalho | Foto: APREN
Em resposta ao relatório divulgado nesta sexta-feira sobre o apagão ibérico de 28 de abril, a ministra do Ambiente e Energia declarou que o “apuramento dos factos deixou claro que este apagão aconteceu em Espanha, tendo afetado Portugal”. Maria da Graça Carvalho explicou que não houve “nenhum desligamento dos electroprodutores portugueses” até todo o sistema colapsar, e “aí, não foi possível resistir”.
“Ficou ainda claro que o controlo de tensão português correu bem, uma vez que o comportamento registado corresponde praticamente ao que é expectável, teoricamente, nestas condições”, acrescentou durante a sua intervenção no Portugal Renewable Energy Summit 2025, evento organizado pela APREN – Associação Portuguesa de Energias Renováveis.
A ministra assegurou que muitas das falhas sinalizadas no relatório não se aplicam a Portugal, dado que “a análise e controlo de tensão que o relatório diz não ser suficiente nos nossos vizinhos em Espanha já era feita em Portugal nas centrais solares e nas térmicas” desde 2018.
O relatório confirma ainda que as medidas anunciadas a 28 de julho pelo Governo, na sequência do apagão, “vão no sentido certo”, sublinhou Maria da Graça Carvalho.
A ENTSO-E recomenda o aumento de capacidade de arranque autónomo. A ministra garante que já estão previstas quatro centrais com esse propósito a partir de 1 de janeiro de 2026. Realça, ainda, que foram adotadas 30 medidas, com um valor compreendido entre 300 e 400 milhões de euros, destinadas a aumentar a resiliência do sistema elétrico português.
A ministra divulgou também que já foi enviado para a Assembleia da República o novo plano de desenvolvimento e investimento na rede de distribuição de eletricidade para o período de 2026 a 2030, um plano avaliado em 1581 milhões de euros, com o parecer favorável da DGEG e da ERSE.
- Católica cria novo doutoramento em Ecologia Integral para responder aos desafios globais
- Barco solar desenvolvido por estudantes da FEUP vai descer a costa portuguesa pela primeira vez
- Câmara de Torres Novas considera fábrica de biometano incompatível com PDM
- Lisboa acelera descarbonização da frota municipal com investimento de 481 mil euros
- Aeroporto Luís de Camões deve entrar em funcionamento a partir de 2035
- Galp prepara parque eólico de 158 MW em Ourique e Odemira