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Reino Unido terá de cortar 21% no consumo empresarial de água para alimentar centros de dados

Relatório alerta que expansão prevista da infraestrutura digital exige redução na procura industrial. Governo tem meta de apenas 15%, sendo insuficiente para acomodar crescimento do setor tecnológico nos próximos 25 anos.

30 Dez 2025 - 16:30

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Foto: Unsplash

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O Reino Unido enfrenta um dilema hídrico que expõe as contradições da sua estratégia de crescimento económico. Para acomodar o ‘boom’ esperado nos centros de dados, o país terá de reduzir o consumo de água do setor não doméstico em 21% até 2050. A meta governamental atual, fixada em 15%, revela-se manifestamente inadequada, segundo um relatório encomendado pelo MOSL e pelo grupo Water Efficiency da RWG, que traça um retrato da desarticulação entre ambições digitais e realidade hídrica.

O documento, que já foi comunicado aos ministros britânicos, identifica as falhas estruturais de um modelo regulatório que, na prática, desincentiva a eficiência. O quadro atual para as empresas de água, refere o relatório, privilegia a competição por preços em detrimento da poupança de recursos, deixando as empresas sem motivação para promover práticas mais sustentáveis. É uma arquitetura regulamentar “desalinhada”, nas palavras do próprio estudo, que precisa de uma revisão.

As empresas de água planeiam uma redução de apenas 9% até 2050, longe dos 21% que o relatório considera necessários. A diferença representa a margem que permitiria ao país crescer em habitação e infraestrutura digital sem comprometer o abastecimento. “Estas reduções adicionais da procura podem ser alcançadas se os mecanismos propostos forem implementados rapidamente”, adverte o documento citado pelo jornal Edie, sublinhando a necessidade de “ações coordenadas do governo, dos reguladores e da indústria”.

Entre as medidas de curto prazo, o relatório propõe campanhas proativas de sensibilização e a introdução de uma taxa de eficiência hídrica – intervenções que podem ser implementadas no atual Período de Gestão de Ativos Hídricos, de cinco anos. Mas é a longo prazo que reside o verdadeiro desafio de reformar um sistema de incentivos que, na sua configuração presente, trabalha contra os objetivos declarados de sustentabilidade.

O livro branco do governo em resposta à Revisão Cunliffe surge, neste contexto, como “uma oportunidade única” para integrar a eficiência hídrica no quadro regulamentar, segundo o relatório. O documento conclui que “alinhar a política com as recomendações dos especialistas” não é apenas desejável, é “um passo oportuno e essencial para garantir o futuro hídrico do país”.

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