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Reino Unido testa robótica para acelerar desmantelamento nuclear e reduzir riscos

Tecnologias incluem braços robóticos teleoperados para manuseamento de resíduos e sistema autónomo de triagem que visam proteger os trabalhadores da exposição a ambientes de alto risco.

04 Jul 2026 - 14:36

2 min leitura

Foto: Freepik

Foto: Freepik

A Nuclear Restoration Services (NRS), entidade responsável pelo desmantelamento de instalações nucleares no Reino Unido, está a testar novas soluções de robótica no antigo local de Oldbury para melhorar a gestão de resíduos radioativos, reduzir o risco para trabalhadores e aumentar a eficiência das operações.

Estão em curso dois projetos complementares. O primeiro recorre a braços robóticos teleoperados para o manuseamento de resíduos de elementos de combustível, ou seja, material resultante de antigos componentes que suportavam o combustível nuclear durante a produção de energia.

Atualmente, a triagem destes resíduos exige a intervenção direta de operadores, que trabalham com equipamento de proteção individual e ferramentas manuais. A introdução de robótica visa permitir que estas tarefas sejam realizadas à distância, reduzindo a exposição humana a ambientes de maior risco.

Para melhorar a precisão do controlo dos braços robóticos, foram integrados sistemas de visualização 3D e tecnologia de controlo háptico, que permite replicar o movimento da mão do operador e devolver sensação de resistência, explica o Governo britânico em comunicado.

O segundo projeto, designado Auto-SAS, consiste num sistema autónomo de triagem e separação de resíduos radioativos mistos mais complexos. Este sistema pretende identificar, classificar e separar materiais que atualmente exigem processos manuais ou são encaminhados para soluções de eliminação mais dispendiosas devido à dificuldade de separação.

“Há um grande interesse em braços robóticos no desmantelamento, mas o controlo de precisão e a gestão de risco são obstáculos. Estes projetos deverão permitir que os operadores realizem tarefas de triagem especializada à distância segura e até expandir o papel para operadores que não podem trabalhar em ambientes restritivos”, refere Varun Kumar, engenheiro de robótica na RAICo (Robotics and Artificial Intelligence Collaboration), uma colaboração no Reino Unido entre várias entidades públicas e científicas que trabalham com robótica e inteligência artificial aplicada a ambientes de alto risco.

O arranque de testes mais avançados está previsto para 2027.

 

 

 

 

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