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Governo espanhol pressionado para prolongar licença da central nuclear de Almaraz
Unidade localizada a 100 km da fronteira portuguesa fornece eletricidade a cerca de 4 milhões de lares e garante 4000 postos de trabalho. Portugal está em diálogo com a estrutura.
17 Jun 2026 - 16:03
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Central Nuclear de Almaraz | Foto: Wikimedia
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Central Nuclear de Almaraz | Foto: Wikimedia
O presidente da Comissão de Trabalhadores da Central Nuclear de Almaraz, Borja Romero, reuniu-se nesta quarta-feira com o secretário-geral do PSOE da Extremadura, Álvaro Sánchez Cotrina, na Câmara Municipal de Almaraz, para lhe pedir que interceda junto do Governo espanhol, de forma a acelerar a decisão sobre o futuro da central, prevista para fechar portas a partir de 2027.
Segundo avança o El Economista, a Comissão de Trabalhadores transmitiu a crescente preocupação existente entre os trabalhadores, as empresas prestadoras de serviços e toda a região devido à ausência de uma decisão definitiva sobre o futuro de Almaraz.
Recorde-se que aquela que é central nuclear mais próxima de Portugal, estando localizada a cerca de 100 km da fronteira portuguesa, está prevista para encerrar. Nomeadamente, o calendário ainda em vigor prevê o encerramento da Unidade I em novembro de 2027 e da Unidade II em outubro de 2028.
“Pedimos ao secretário-geral do PSOE na Extremadura que transmita ao Governo central a necessidade urgente de pôr fim à incerteza que afeta milhares de famílias, que continuam sem conseguir planear o seu futuro. Quase 4.000 empregos diretos e indiretos dependem de Almaraz. Esta situação arrasta-se há meses e não pode continuar. Exigimos que o Governo tome finalmente uma decisão sobre a extensão da licença de exploração da Central Nuclear de Almaraz”, afirmou Borja Romero no final da reunião, segundo o El Economista.
Entretanto, as empresas proprietárias da central nuclear já solicitaram formalmente a extensão do funcionamento da central até junho de 2030.
Borja Romero destacou também que o encerramento da central é uma questão de “interesse nacional”, na medida em que fornece eletricidade a cerca de 4 milhões de lares. “Se encerrar, as faturas da eletricidade aumentarão, perder-se-á indústria, competitividade e investimento”, frisou sublinhando o papel que a central tem no cabaz energético espanhol.
Entretanto, o Conselho de Segurança Nuclear de Espanha terá de dar o seu parecer sobre a a centeal reúne condições de segurança para continuar a operar.
De salientar que recentemente, a 28 de maio, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) participou na 25.ª reunião do Comité Local de Informação da Central Nuclear de Almaraz, realizada no município de Almaraz.
Segundo a APA, o encontro reuniu representantes das autoridades espanholas, do setor nuclear, da proteção civil e de entidades reguladoras, tendo como objetivo partilhar informação sobre o funcionamento da central, aspetos de segurança nuclear e preparação para emergências. “A proximidade geográfica da Central Nuclear de Almaraz ao território português torna particularmente relevante a manutenção de mecanismos de diálogo, transparência e cooperação institucional entre Portugal e Espanha nestas matérias”, referiu na altura a agência liderada por José Pimenta Machado.
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