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Líderes europeus reforçam aposta nas energias renováveis e nuclear
Reunião informal dos Chefes de Estado e de Governo no Chipre mostra um alinhamento em torno da independência energética europeia. Para acelerar a eletrificação da UE, será apresentado até ao verão o Plano de Ação para a Eletrificação.
24 Abr 2026 - 17:05
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Nikos Christodoulides, António Costa e Ursula von der Leyen | Foto: CE
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Nikos Christodoulides, António Costa e Ursula von der Leyen | Foto: CE
Os líderes europeus voltaram a reforçar a necessidade de a União Europeia (UE) reforçar a sua autonomia energética, afastando-se da importação de combustíveis fósseis e apostando na produção própria, com especial foco nas energias renováveis e na nuclear.
Na reunião informal dos Chefes de Estado e de Governo que teve lugar nesta sexta-feira no Chipre, a presidente da Comissão Europeia sublinhou que a UE “precisa de reduzir a excessiva dependência de combustíveis fósseis importados, porque nos tornam vulneráveis a crises, e precisamos de reforçar as nossas fontes de energia internas, acessíveis e limpas. Isto inclui todos os tipos de energias renováveis e, naturalmente, a energia nuclear como base. Ambas nos dão independência e estabilidade, são produzidas aqui na União Europeia e são mais baratas”.
Ursula von der Leyen atualizou as contas e referiu que, após 54 dias de conflito no Médio Oriente, a fatura de importação de combustíveis fósseis da UE aumentou em mais de 25 mil milhões de euros, sem um único acréscimo de energia. “O impacto é tangível”, assinalou.
Dias depois do lançamento do pacote AccelerateEU, para dar resposta imediata à volatilidade dos preços dos combustíveis fósseis e à aceleração da transição energética, von der Leyen destacou que a UE é um espaço composto por países muito diferentes, com cabazes energéticos também eles muito diferentes. “É por isso que não apresentámos uma solução única, mas sim um conjunto de instrumentos adaptados às diferentes situações. Em primeiro lugar, o apoio deve ser direcionado — para quem mais precisa; essa é a lição da crise energética de 2022, quando a Rússia cortou o fornecimento de gás. Deve ser temporário — com uma data de fim bem definida. E, acima de tudo, deve ser coordenado a nível europeu, para maximizar o impacto”, referiu a presidente da CE.
A mesma abordagem será aplicada agora no que diz respeito às reservas de combustíveis, especialmente combustível de aviação e gasóleo, onde os mercados estão a tornar-se mais restritivos.
No seu discurso ficou parente também a “lição aprendida” de que as ações imediatas devem produzir efeitos duradouros. Nomeadamente, de que é necessário transformar o abastecimento energético ao longo do tempo. “Atualmente, dois terços do abastecimento energético são combustíveis fósseis. A eletricidade representa 25% do abastecimento energético, ou seja, um quarto do consumo final. Este valor é inferior ao dos Estados Unidos ou da China. Isto tem de mudar — e vai mudar”, garantiu von der Leyen.
Nesta linha, até ao verão, será apresentando o Plano de Ação para a Eletrificação, “com uma meta ambiciosa”. A mensagem central das discussões no Chipre ficou clara: “Temos de avançar para uma energia limpa e produzida internamente. Não é apenas uma questão de custo, mas também de segurança económica e independência”.
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