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Primeiro motor de grande escala do mundo a hidrogénio testado com sucesso

Tecnologia desenvolvida pela Wärtsilä forneceu energia à rede elétrica espanhola, demonstrando o potencial do hidrogénio para apoiar sistemas energéticos totalmente renováveis.

13 Jun 2026 - 10:33

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Foto: Wärtsilä

Foto: Wärtsilä

A multinacional finlandesa Wärtsilä concluiu com sucesso, em Bermeo, Espanha, o primeiro teste mundial de um motor de grande escala alimentado exclusivamente a hidrogénio. Segundo a empresa, a demonstração validou a capacidade de a tecnologia fornecer energia à rede elétrica nacional e reforça o papel do hidrogénio como solução para garantir flexibilidade e estabilidade em sistemas com elevada incorporação de energias renováveis.

O ensaio dá continuidade ao lançamento anterior da Wärtsilä da primeira central elétrica do mundo equipada com motores de grande escala preparados para funcionar com 100% hidrogénio.

A empesa destaca que esta evolução abre caminho para sistemas elétricos totalmente renováveis e que o motor Wärtsilä 31H2 mostra que o hidrogénio pode passar da teoria para a infraestrutura energética real. Na medida em que o hidrogénio verde não produz emissões de carbono e pode armazenar o excesso de eletricidade renovável e fornecer energia fiável quando a produção eólica ou solar diminui, contribuindo desta forma para estabilizar o sistema energético.

O Wärtsilä 31H2 é atualmente o maior motor do mundo alimentado exclusivamente a hidrogénio. “Provámos que a tecnologia está pronta. Agora, o foco deve estar na criação das condições adequadas para a sua expansão, sustentadas por regulamentação decisiva, clareza nos investimentos e pelas infraestruturas necessárias para acelerar o crescimento das energias renováveis e de combustíveis sustentáveis como o hidrogénio. A tecnologia já existe, agora é altura de a expandir”, frisa em comunicado Rasmus Teir, diretor de Estratégia Tecnológica e Descarbonização da Wärtsilä.

A empresa frisa ainda que os motores Wärtsilä 31 alimentados a hidrogénio poderão também apoiar, no futuro, setores de elevado consumo energético, como centros de dados de inteligência artificial e a indústria.

 

 

 

 

 

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