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Renováveis garantem 68% do consumo elétrico até novembro
Hidroelétrica lidera no cabaz, seguida da eólica e das centrais solares. Nos primeiros 11 meses do ano, o consumo de energia elétrica registou um aumento de 2,9%, um novo máximo histórico para o período.
02 Dez 2025 - 14:23
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Foto: Adobe Stock/gonta_sss
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Até ao final de novembro, as renováveis abasteceram 68% do consumo de energia elétrica, segundo dados revelados pela REN nesta terça-feira.
A hidroelétrica foi responsável pelo abastecimento de 26% do consumo, com um índice de produtibilidade de 1,33 (média histórica de 1), ou seja, as barragens produziram 33% mais energia do que o habitual, graças a condições hidrológicas mais favoráveis (mais chuva ou caudais mais elevados).
No cabaz das renováveis, seguiu-se a energia eólica, que abasteceu 25%, e depois as centrais solares, que foram responsáveis por 12% do abastecimento, apesar do crescimento da produção de 28% em comparação com o ano anterior. As centrais a biomassa abasteceram os restantes 5%.
Já a produção a gás natural representou 15% do consumo e o saldo importador fecha a contagem de toda a energia consumida com 17%.
“Em novembro, as condições foram particularmente favoráveis para a produção hidroelétrica, com um índice de produtibilidade de 1,33 (média histórica de 1). A produção eólica ficou-se por um índice de 1,03 e a fotovoltaica com 0,86.”, explica a Redes Energéticas Nacionais.
A REN dá ainda conta de que o consumo de energia elétrica registou um aumento de 2,9% (2% com correção da temperatura e dias úteis) nos primeiros onze meses do ano, novo máximo histórico para o período. Em novembro, o consumo de energia elétrica registou uma evolução homóloga de 6,6%, influenciado pelo consumo muito baixo nesse período em 2024 devido às temperaturas então registadas. Com correção dos efeitos da temperatura e número de dias úteis registou-se uma variação de 2,3%, em linha com a tendência que se tem verificado.
No mercado de gás natural manteve-se a tendência de recuperação que se tem verificado nos últimos meses, com um crescimento mensal homólogo de 11,3%, impulsionado pelo segmento de produção de energia elétrica que registou evolução homóloga positiva de 38%. No segmento convencional, que abrange os restantes clientes, registou-se também uma variação homóloga positiva de 1,6%.
O balanço dos primeiros 11 meses do ano mostra que o consumo de gás natural alcançou uma variação acumulada anual de 13%, resultado de um crescimento superior a 100% no segmento de produção de energia elétrica, enquanto no segmento convencional registou uma quebra de 6,9%.
O aprovisionamento manteve-se em novembro quase integralmente através de terminal de GNL de Sines, com 2,5% do gás proveniente da interligação com Espanha.
Nos primeiros 11 meses do ano, 97% do gás natural chegou através do terminal de Sines, com as principais origens, Nigéria e EUA, a representarem respetivamente 51% e 41% do aprovisionamento do sistema nacional.
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