3 min leitura
Resiliência hídrica e transição energética na agenda da nova presidência do Conselho europeu
A presidência cipriota destaca a água limpa, a transição energética limpa e a produção sustentável como eixos estratégicos para uma Europa autónoma, competitiva e sustentável.
03 Jan 2026 - 10:28
3 min leitura
Presidente da República do Chipre, Nikos Christodoulides
- Fogo de artifício deixa resíduos tóxicos persistentes no ar e na água
- Portugueses consideram renováveis a melhor aposta para a transição energética
- EDP lança tarifa fixa para motoristas da Bolt e reforça carregamentos nas autoestradas
- Renováveis reforçam liderança energética e garantem mais de 86% da eletricidade nacional
- Projeto mineiro prevê produzir 50 mil toneladas de grafite por ano em Moçambique
- Comissão Europeia revê CELE e mobiliza 100 mil milhões para descarbonizar a indústria
Presidente da República do Chipre, Nikos Christodoulides
O Chipre assumiu, a 1 de janeiro, a Presidência do Conselho Europeu com uma agenda centrada numa União Europeia “mais autónoma, competitiva e aberta ao mundo”, destacando a sustentabilidade como um dos pilares estratégicos.
A presidência cipriota sublinha que a autonomia europeia deve abranger várias dimensões, desde a segurança e defesa à energia, comércio, inovação digital e transição verde, reforçando a resiliência económica e social da União.
No domínio da sustentabilidade, o Chipre aponta como prioridades a implementação da Estratégia Europeia de Resiliência Hídrica, garantindo acesso a água limpa e acessível, e o apoio à transição energética limpa, com o reforço da infraestrutura e das interconexões energéticas, a promoção de tecnologias inovadoras e a redução das dependências externas. Destaca também que “o Novo Pacto para o Mediterrâneo proporciona um quadro renovado para uma cooperação tangível e orientada para resultados”.
A presidência pretende ainda assegurar uma produção agrícola e alimentar sustentável, equilibrando ambição ambiental com competitividade, e avançar na economia circular e na utilização eficiente dos recursos, alinhando o crescimento económico europeu com os objetivos climáticos e ambientais da União. “A transição da Europa para uma produção sustentável, de baixo carbono e eficiente na utilização de recursos deve preservar a ambição, ao mesmo tempo que apoia a competitividade. A Presidência promoverá esta abordagem equilibrada para reforçar os sistemas agrícolas e alimentares, garantindo condições justas e um fornecimento estável”, pode ler-se na mensagem oficial divulgada.
O Chipre destaca que uma Europa autónoma não se fecha sobre si própria, mas reforça a sua capacidade de agir globalmente através de parcerias estratégicas, do respeito pelo direito internacional e pelo multilateralismo, e da promoção de paz, estabilidade e prosperidade nos seus vizinhos e além. Ao mesmo tempo, a Presidência cipriota visa fortalecer a coesão interna, garantindo que nenhum cidadão ou região fique para trás, com especial atenção à habitação acessível, à luta contra a pobreza, à educação e à proteção das crianças e dos jovens.
Com esta abordagem, o Chipre procura combinar políticas climáticas, energéticas e económicas de forma coordenada, promovendo uma União Europeia resiliente, sustentável e pronta para moldar o seu futuro de forma autónoma e responsável.
“A República de Chipre assume a Presidência do Conselho da União Europeia num momento de profunda transformação. Num contexto marcado por convulsões geopolíticas e imprevisibilidade, as escolhas que fazemos agora irão moldar o futuro da nossa União”, refere o Presidente da República do Chipre, Nikos Christodoulides.
- Fogo de artifício deixa resíduos tóxicos persistentes no ar e na água
- Portugueses consideram renováveis a melhor aposta para a transição energética
- EDP lança tarifa fixa para motoristas da Bolt e reforça carregamentos nas autoestradas
- Renováveis reforçam liderança energética e garantem mais de 86% da eletricidade nacional
- Projeto mineiro prevê produzir 50 mil toneladas de grafite por ano em Moçambique
- Comissão Europeia revê CELE e mobiliza 100 mil milhões para descarbonizar a indústria