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Setor energético global com dificuldade em acompanhar procura crescente de energia
Relatório baseado em informações de mais de 650 líderes de empresas em todo o mundo identifica a IA, eletrificação dos transportes e aquecimento como os principais impulsionadores da procura.
11 Fev 2026 - 11:01
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O setor energético global está a enfrentar uma pressão crescente, à medida que a procura acelerada colide com limitações na rede, aumento dos custos de projetos e alterações nas políticas governamentais, aponta o relatório “Energy Outlook 2026” da Womble Bond Dickinson.
Baseado em informações de mais de 650 líderes de empresas de energia, investidores, prestadores de serviços e consumidores intensivos de energia em todo o mundo, a investigação destaca a dificuldade de fornecer energia fiável capaz de acompanhar a procura crescente impulsionada pela eletrificação dos transportes e aquecimento, inteligência artificial, centros de dados, crescimento da produção e fenómenos meteorológicos extremos.
O relatório da sociedade de advogados transatlântica destaca o caso particular do Reino Unido, indicando que atrasos na ligação à rede como a principal barreira, tal como o indicado por quase dois terços das empresas do Reino Unido. Diante destas limitações, e apesar das reformas planeadas, as empresas estão a mudar o foco de projetos em terreno virgem (greenfield) para estratégias mais diversificadas, incluindo atualizações de balanço, fusões e aquisições, parcerias e ‘retrofits’.
O relatório indica também que as empresas do Reino Unido enfrentam mais oposição comunitária do que outras regiões. Nomeadamente, mais de 42% das empresas do Reino Unido reportam atrasos em projetos devido à rejeição das comunidades de projetos na sua zona, um valor significativamente acima da média global de 32%.
O relatório salienta ainda um terceiro obstáculo evidenciado neste território, nomeadamente que, apesar do aumento da procura a nível global, as empresas do Reino Unido esperam que a capacidade energética cresça 16% nos próximos 12-24 meses, ligeiramente abaixo da média global de 17%.
“Uma utilização mais inteligente da infraestrutura existente, combinada com melhores insights de dados e otimização impulsionada por IA – incluindo pelos próprios consumidores intensivos de energia – poderia transformar a forma como equilibramos a rede e desbloquear nova capacidade”, refere Chris Towner, líder do Setor Energético no Reino Unido da WBD
O relatório apresenta recomendações práticas para ajudar as empresas de energia a acelerar a execução de projetos e reduzir riscos. Estas incluem planeamento colaborativo precoce com reguladores e comunidades; construção de sistemas ágeis para lidar com mudanças políticas e regulatórias; conceção de projetos com atração para investimento em mente; estruturação de projetos que permita uma mitigação eficaz de conflitos; e utilização de IA para otimizar ativos e tomada de decisão, suportada por fortes estruturas de governação e responsabilização.
“Através de estruturas de projeto ágeis, envolvimento precoce das partes interessadas e utilização estratégica da tecnologia, os promotores no Reino Unido têm uma oportunidade clara de transformar estes desafios em energia mais limpa, resiliente e atraente para investimento”, acrescenta Chris Towner.
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