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Transição energética na Península Ibérica pode ajudar a recuperar competitividade europeia

Iniciativa Ibérica para a Indústria e a Transição Energética disse, em Davos, que Portugal e Espanha podem gerar até 1 bilião de euros em valor acrescentado e 1 milhão de empregos até 2030. E deixa cinco pilares prioritários para o futuro.

21 Jan 2026 - 13:37

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Membros da Iniciativa Ibérica para a Indústria e a Transição Energética | Foto: McKinsey

Membros da Iniciativa Ibérica para a Indústria e a Transição Energética | Foto: McKinsey

Durante uma sessão de trabalho multilateral no âmbito do Fórum Económico Mundial, concluiu-se que em Portugal e Espanha a transição energética pode ser um catalisador da reindustrialização e ajudar a recuperar a competitividade europeia. Esta perspetiva foi evidenciada em Davos pela Iniciativa Ibérica para a Indústria e a Transição Energética (IETI, na sigla inglesa), que, através de análises da Mckinsey & Company, sustentou que a Península Ibérica reúne “condições ótimas para atrair investimento”, ao poder gerar até 1 bilião de euros em valor acrescentado e 1 milhão de novos empregos até 2030.

Em especial, a energia derivada de fontes renováveis “é central para o modelo de crescimento europeu nas próximas décadas”, constata a iniciativa em comunicado. A nota explica que a transição energética “está a reconstruir e modernizar o sistema energético em terra firme e, ao fazê-lo, pode impulsionar o desenvolvimento industrial tanto em setores consolidados (como o automóvel, a cerâmica e a refinação) como em setores emergentes (como baterias, moléculas renováveis e centros de dados)”.

A IETI é liderada pela McKinsey e inclui também a EDP, GALP, ACS, Iberdrola, Moeve, Naturgy, Repsol e Técnicas Reunidas. A atualização do Índice IETI destaca os progressos alcançados no último ano, como o aumento de investimentos post-FID em Espanha e Portugal, a implementação de renováveis, os preços da energia e a adoção de mobilidade elétrica. No entanto, continuam a ser necessários incentivos ao desenvolvimento das redes elétricas e à adoção de moléculas renováveis, defende a organização.

Na parte da indústria, o índice expõe que “persistem lacunas estruturais em ambos os países, com níveis bem abaixo das referências europeias”. Continuam em estado de estagnação o investimento em I&D, a produtividade laboral, a qualidade regulatória e o peso da indústria na economia. A nota à imprensa adiciona que, “em contraste, a produção automóvel e o emprego industrial [nomeadamente em Espanha] mostram sinais de recuperação e estão alinhados com os objetivos para 2030”.

Prioridades para o futuro

Em sequência, a IETI identificou, no decorrer das discussões em Davos, cinco pilares prioritários para o futuro. Os três primeiros focam-se em criar ecossistemas industriais fortes em setores estratégicos como energias renováveis e inteligência artificial, simplificar drasticamente as regras e burocracia para facilitar o investimento empresarial, e acelerar a construção de infraestruturas críticas – especialmente redes elétricas.

Os dois pilares restantes concentram-se no aumento significativo do investimento em investigação e desenvolvimento de tecnologias inovadoras através de incentivos fiscais e centros de excelência, e desenvolver o talento humano através de programas massivos de formação profissional, ferramentas de produtividade baseadas em inteligência artificial e medidas para atrair os melhores profissionais internacionais. No conjunto, estas medidas visam criar um ambiente mais competitivo, ágil e preparado para os desafios económicos futuros.

“A Península Ibérica já demonstrou que a energia limpa escala. A vantagem da Europa não virá de mais regulação, mas de uma execução mais rápida — licenciamento simplificado, regras estáveis e previsíveis e redes modernas e interligadas”, defendeu o CEO da EDP na reunião. Miguel Stilwell reiterou: “Se acertarmos nisso, Espanha e Portugal podem ancorar indústria intensiva em energia e desbloquear até 1 bilião de euros em valor até 2030, aumentando o PIB em cerca de 15%, as exportações industriais em cerca de 20% e criando cerca de 1 milhão de empregos maioritariamente qualificados”.

Simultaneamente, os responsáveis da Galp presentes evidenciaram que “para transformar potencial em realidade, precisamos de enquadramentos claros e previsíveis que viabilizem investimento de longo prazo, acelerem a implementação de infraestruturas e apoiem a escala de soluções de baixo carbono”, ao reforçarem que “com as condições certas, a Península Ibérica pode tornar-se um pilar da segurança energética, da resiliência industrial e do crescimento sustentável da Europa”.

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