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UE anuncia bloqueio total a serviços marítimos para petróleo russo na 20.ª ronda de sanções

Bruxelas pretende “cortar ainda mais” receitas energéticas de Moscovo, que já caíram 24% em 2025. Pacote inclui restrições ao gás natural liquefeito e à “frota sombra” russa.

06 Fev 2026 - 16:32

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Volodymyr Zelenskyy e Ursula von der Leyen | Foto: European Union, 2025, licensed under CC BY 4.0

Volodymyr Zelenskyy e Ursula von der Leyen | Foto: European Union, 2025, licensed under CC BY 4.0

A Comissão Europeia propôs nesta sexta-feira um novo pacote de sanções contra a Rússia, o vigésimo desde o início da invasão da Ucrânia, que inclui pela primeira vez um bloqueio total aos serviços marítimos para o transporte de crude (petróleo bruto) russo. A medida, anunciada pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, visa “cortar ainda mais as receitas energéticas da Rússia” e dificultar a venda do seu petróleo nos mercados internacionais.

“Introduzimos um bloqueio completo aos serviços marítimos para o petróleo bruto russo”, declarou von der Leyen, sublinhando que a proibição será implementada “em coordenação com parceiros que partilham os mesmos valores, após uma decisão do G7”. A medida reflete a natureza global da indústria de transporte marítimo e pretende evitar que Moscovo contorne as restrições através de rotas alternativas.

Este novo pacote reforça ainda a pressão sobre a chamada “frota sombra” russa, que engloba navios utilizados para contornar as sanções ocidentais. Bruxelas propõe adicionar 43 embarcações à sua lista negra, elevando o total para 640 navios sancionados. Serão também introduzidas “proibições abrangentes” à prestação de serviços de manutenção e outros apoios a petroleiros de gás natural liquefeito (GNL) e quebra-gelos, num esforço para prejudicar os projetos de exportação de gás russo.

As medidas no setor energético complementam a proibição de importações de GNL russo acordada no 19.º pacote de sanções e integram-se na estratégia RepowerEU, o plano da União Europeia (UE) reduzir a dependência energética face à Rússia.

Von der Leyen justificou o atual robustecimento das sanções com os dados mais recentes sobre o impacto económico na Rússia: “As receitas fiscais russas provenientes de petróleo e gás caíram 24% em 2025 comparativamente ao ano anterior, o nível mais baixo desde 2020, alargando o seu défice orçamental”. A presidente da Comissão acrescentou que as receitas de janeiro “serão as mais baixas desde o início da guerra”, com as taxas de juro nos 16% e a inflação a manter-se elevada.

“Isto confirma o que já sabíamos: as nossas sanções funcionam”, reiterou von der Leyen, prometendo que a UE continuará a utilizá-las “até que a Rússia se envolva em negociações sérias com a Ucrânia para uma paz justa e duradoura”.

O pacote de sanções inclui ainda restrições ao sistema bancário russo e ao uso de criptomoedas, bem como novas proibições à exportação e importação de bens no valor de mais de 930 milhões de euros. Von der Leyen apelou aos Estados-membros para aprovarem rapidamente as novas medidas, antes do quarto aniversário da invasão russa, que se assinala no dia 24 deste mês.

A guerra na Ucrânia está prestes a completar 1.500 dias. A presidente da Comissão evocou que, só nos últimos 12 meses, as forças russas avançaram em média entre 15 e 70 metros por dia, conquistando cerca de 0,8% do território ucraniano, apesar de registarem “a taxa de baixas mais elevada sofrida por qualquer ofensiva militar desde a Segunda Guerra Mundial”.

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