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UE está num bom caminho para restaurar biodiversidade, mas precisa de resposta mais rápida
Perante novo estudo, DGA diz que “as políticas, por si só, não são suficientes”, ao reiterar que a obtenção de resultados visíveis é que “será decisiva”.
12 Fev 2026 - 13:20
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Foto: © wildlifewitholly _WWF-UK
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Um relatório publicado nesta quinta-feira revela que a União Europeia (UE) está num bom caminho para alcançar os seus objetivos em matéria de biodiversidade, tendo já conseguido fazer progressos no sentido de atingir as 45 metas do Quadro Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal (KMGBF, na sigla inglesa). Contudo, não deixa de ser “essencial uma resposta mais rápida para proteger os sistemas naturais que sustentam a nossa água, alimentação e economia”, ressalva em comunicado a Direção-Geral do Ambiente (DGA).
A avaliação conclui que a UE permanece líder no financiamento de ações globais em prol da biodiversidade, através de esforços para implementar a conservação, a restauração e o uso sustentável dos ecossistemas. Por sua vez, a DGA denota que “as políticas, por si só, não são suficientes”. A entidade reforça que a obtenção de resultados, desde zonas húmidas restauradas a florestas mais saudáveis e terrenos agrícolas mais fortes, “será decisiva para salvaguardar a qualidade de vida dos cidadãos, a estabilidade económica e a resiliência climática”.
Um exemplo dado é o Regulamento de Restauro da Natureza, norma que está a contribuir para recuperar ecossistemas para melhorar a segurança hídrica e alimentar, bem como a proteger as populações de riscos climáticos.
“O Regulamento relativo à restauração da natureza ajudará a transformar os compromissos em melhorias reais para as pessoas e as empresas, desde solos mais saudáveis e água mais limpa até uma proteção mais forte contra os riscos climáticos. Investir na biodiversidade não é um custo – é um investimento na prosperidade, resiliência e segurança da Europa”, acentua a comissária europeia para o Ambiente Jessika Roswall.
Este é já o 7º Relatório Nacional da UE sobre Biodiversidade e apresenta uma avaliação detalhada dos progressos do bloco comunitário no sentido de concretizar todas as metas estabelecidas até 2030, que ficará acessível na ferramenta de comunicação online da Convenção das Nações Unidas sobre a Diversidade Biológica (CDB, na sigla inglesa) nos próximos dias.
Todas as partes da CDB, incluindo a UE e os seus Estados-Membros, devem apresentar relatórios sobre os seus progressos até ao final deste mês. Estes dados serão integrados numa revisão global da implementação na 17ª Conferência das Partes da CDB, que se realizará na Arménia em outubro.
Os países adotaram, em 2022, o KMGBF na Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (CBD COP15). O mesmo estabelece quatro objetivos globais para 2050 e 23 metas para 2030, com vista a travar e inverter a perda de biodiversidade em todo o mundo. As 45 metas da UE abordam todos os elementos destas 23 metas globais.
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