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UE instala 27,1 GWh de novas baterias em 2025 com armazenamento a grande escala a liderar crescimento

Instalações residenciais caem 6% pelo segundo ano consecutivo, enquanto sistemas de armazenamento de grande escala representam 55% da nova capacidade.

02 Fev 2026 - 07:31

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Foto: Wikimedia

Foto: Wikimedia

A União Europeia (UE) instalou 27,1 gigawatts-hora (GWh) de nova capacidade de armazenamento em baterias durante 2025, marcando o 12.º ano consecutivo de crescimento no setor. O aumento de 45% face a 2024 foi impulsionado sobretudo por sistemas de grande escala ligados à rede, segundo um novo relatório “EU Battery Storage Market Review 2025“, publicado pela SolarPower Europe.

A frota total de baterias na UE cresceu de 7,8 GWh em 2021 para 77,3 GWh no final de 2025, uma expansão de dez vezes em apenas quatro anos. Para responder às necessidades de flexibilidade energética até 2030, a organização estima que a UE terá de repetir este crescimento, alcançando cerca de 750 GWh até ao final da década.

Os sistemas de grande escala passaram a ser o principal motor do mercado europeu, representando 55% de toda a nova capacidade instalada em 2025. Esta mudança estrutural contrasta com o recuo das instalações residenciais, que caíram 6% para 9,8 GWh, a segunda descida anual consecutiva. Segundo o relatório, o recuo deve-se à redução dos preços da eletricidade e ao enfraquecimento dos programas de apoio. Os sistemas comerciais e industriais registaram um crescimento modesto, mas continuam a ser um segmento menor do mercado.

Apesar do aumento na procura, a indústria europeia de fabrico de baterias enfrenta dificuldades. A capacidade nominal de produção de células atingiu 252 GWh em 2025, mas mais de 90% destina-se a veículos elétricos, não a armazenamento estacionário. O relatório destaca ainda lacunas estruturais no fornecimento de materiais ativos para cátodos e ânodos. Atrasos em projetos e custos elevados de produção continuam a limitar a competitividade da indústria europeia.

A diretora executiva da organização, Walburga Hemetsberger, refere que o mercado “está a crescer rapidamente”, mas que é necessário “acelerar drasticamente” a instalação. “Para apoiar a segurança e a competitividade da UE, precisamos de uma frota de baterias capaz de sustentar um sistema energético totalmente flexível, baseado em renováveis”, adiciona.

A SolarPower Europe propõe três áreas prioritárias de ação: acelerar o licenciamento de projetos de armazenamento e híbridos, eliminar barreiras tarifárias e garantir acesso justo aos mercados de energia; fortalecer as cadeias de abastecimento através de investimento em fabrico local, reciclagem e parcerias globais; e harmonizar normas de segurança, melhorar regras de reciclagem e implementar divulgação obrigatória da pegada de carbono.

Antonio Arruebo, analista de mercado e autor principal do relatório, observa que “a descida nas baterias distribuídas lembra-nos que ainda precisamos de apoio político mais claro para desbloquear mais investimentos para empresas e famílias”. Sublinha ainda que as baterias “continuam a ser as melhores aliadas das renováveis, essenciais para integrar energia limpa, estabilizar o sistema e concretizar a transição energética europeia”.

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