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UE lança OceanEye para vigiar os oceanos em tempo real
Comissão Europeia apresentou iniciativa oficial de observação marinha, que Ursula von der Leyen quer transformar em infraestrutura planetária com financiamento público, privado e filantrópico.
02 Mar 2026 - 11:34
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Ursula von der Leyen | Foto: Dati Bendo / União Europeia 2025
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Ursula von der Leyen | Foto: Dati Bendo / União Europeia 2025
A Comissão Europeia vai oficialmente avançar com uma Iniciativa Europeia de Observação dos Oceanos, cujo nome oficial ficou conhecido nesta segunda-feira – o OceanEye. A ideia é desenvolver novas tecnologias de observação oceânica, novos modelos de governação e reforçar a cooperação científica no conhecimento dos mares. Para a presidente do bloco comunitário, Ursula von der Leyen, o projeto servirá de “janela para o oceano” e de “chave para desvendar ainda mais os seus segredos”. O anúncio foi feito no momento de abertura dos Dias Europeus do Oceano 2026, que decorrem até sexta-feira.
O OceanEye, que esteve sob consulta pública até 27 de fevereiro, surge no âmbito do Pacto Europeu dos Oceanos e já havia sido apresentado por von der Leyen há um ano, em Nice. Nesta segunda-feira, a presidente revelou que a União Europeia (UE) já tem uma rede de sensores para recolha de dados operacional, “desde drones marítimos robóticos a planadores e até sensores montados em tartarugas marinhas”, o que permite obter informações “em tempo real”.
Contudo, Ursula von der Leyen advertiu que este tipo de controlo não está disponível “universalmente” e que “ainda existem lacunas de monitorização” nas águas europeias. Ao reconhecer que também a rede global tem estado sobe pressão, concluiu: “Precisamos de mais financiamento. Queremos colmatar as lacunas e ampliar ainda mais a rede global, para que o OceanEye lidere uma nova ofensiva para um aumento verdadeiramente global da observação”.
“A UE dará hoje um primeiro passo: posso anunciar um financiamento de 50 milhões de euros do Horizonte Europa para os próximos dois anos”, adiantou a líder comunitária. Além disso, revelou que, neste dia, é lançada uma Aliança Internacional, “aliança para garantir financiamento de países, do setor privado e de filantropos”. Von de Leyen defendeu que “a rede de dados marinhos deve ser reconhecida como infraestrutura planetária vital” e que “substituirá o atual sistema de cooperação voluntária por um modelo mais estruturado, devidamente apoiado pelos seus membros”.
Segundo a presidente da Comissão, o OceanEye é também “uma grande oportunidade” para empresas, investigação e academia. “Estes dados têm uma vasta gama de aplicações comerciais para empresas que trabalham com drones robóticos, previsões meteorológicas computadorizadas e análises de dados complexas”, explicou.
Ursula von der Leyen resumiu que o OceanEye é uma “oportunidade única para levar as maravilhas e o potencial do mar” aos cidadãos europeus. “Porque quanto mais sabemos sobre o oceano, mais o valorizamos”, rematou.
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