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UE vai investir 330 ME para acelerar energia de fusão e tecnologias nucleares
Para além da tradicional energia de fissão, o bloco pretende apostar no desenvolvimento da promissora energia de fusão nuclear e ligar à rede a primeira central comercial de fusão na Europa.
19 Mar 2026 - 15:05
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Foto: Pexels/Sarowar Hussain
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Foto: Pexels/Sarowar Hussain
A Comissão Europeia (CE) vai investir 330 milhões de euros para acelerar a investigação e desenvolvimento de tecnologias nucleares, entre as quais a promissora energia de fusão, que se espera que forneça energia limpa, acessível e mais segura que a atual energia de fissão nuclear.
O investimento surge com a adoção, nesta quinta-feira, do Programa de Trabalho para 2026 e 2027 do Programa de Investigação e Formação Euratom.
No âmbito deste apoio, está a criação de uma nova Parceria Público-Privada (PPP) europeia para a energia de fusão, com o objetivo de desenvolver tecnologias de fusão comercialmente viáveis e construir uma cadeia de abastecimento europeia robusta.
Também está previsto o apoio a startups emergentes na área da fusão pra amadurecerem as suas tecnologias na UE, ao mesmo tempo que atraem investimento privado.
Visa também dar prioridade a investigação fundamental em fusão e desenvolvimento de talento especializado.
“A UE quer liderar o mundo nas tecnologias nucleares inovadoras, que serão fundamentais para garantir a nossa independência energética, competitividade e descarbonização. Por isso, estamos a trabalhar em estreita colaboração com investigadores, indústria, startups e reguladores na segurança dos SMR e na aceleração da energia de fusão, com a ambição de sermos os primeiros a levar a fusão do laboratório à rede. Para isso, precisamos de assegurar que a nossa excelente ciência se transforma de forma fluida em inovação e aplicação industrial”, refere Ekaterina Zaharieva, comissária para Startups, Investigação e Inovação.
A medida surge dias depois de o Reino Unido ter também lançado uma nova Estratégia de Fusão, com o objetivo de posicionar o país como líder mundial na energia de fusão nuclear e garantir independência energética a longo prazo.
Recorde-se que Ursula von der Leyen tem vindo a defender a diversidade de mix energético como forma de autonomia energética da União, incluindo a nuclear. Nesta linha, a presidente da Comissão Europeia lançou recentemente a nova estratégia europeia para pequenos reatores modulares (SMR, na sigla em inglês), com o objetivo de que esta tecnologia esteja operacional na Europa já no início da década de 2030. Para Von der Leyen, a redução da energia nuclear (a de fissão) na Europa “foi um erro estratégico”, defendendo que a combinação de energia nuclear com renováveis é essencial para garantir eletricidade acessível, fiável e de baixo carbono na União Europeia.
Para atenuar o receio relacionado com a energia de fissão nuclear, serão destinados 108 milhões de euros para investigação colaborativa, que incidirá, entre outros aspetos, na gestão segura de resíduos radioativos, na proteção contra radiações e na inovação em materiais nucleares. Além disso, o programa abordará investigação sobre a segurança da operação a longo prazo das atuais centrais nucleares, dos SMR, dos reatores avançados e dos combustíveis nucleares.
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