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WWF Portugal alerta para falhas na prevenção do risco de cheias
A organização considera que o agravamento das alterações climáticas, com fenómenos extremos de precipitação mais frequentes e intensos, torna a prevenção para estes fenómenos mais urgente. O Dia Nacional da Água assinala-se a 1 de outubro.
01 Out 2026 - 08:34
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A WWF Portugal alerta para os custos elevados da falta de prevenção face ao risco de cheias, num relatório que analisa as tempestades que atingiram várias regiões do país entre janeiro e fevereiro deste ano.
A análise, divulgada para assinalar o Dia Nacional da Água, nesta quinta-feira, defende que a gestão do risco de cheias não deve passar “apenas por mais obras hidráulicas ou intervenções de emergência, mas sobretudo por uma abordagem preventiva que trabalhe com a natureza e reduza a exposição ao risco”.
Entre os fatores que, segundo a organização, contribuem para agravar os impactos das inundações estão a ocupação de zonas inundáveis, a impermeabilização dos solos, a alteração dos cursos de água, algumas práticas agrícolas intensivas e a preparação insuficiente para fenómenos extremos.
“As escolhas que fazemos na forma como ocupamos o território, gerimos os rios e nos preparamos para fenómenos extremos” também determinam o impacto das tempestades, afirma Afonso do Ó, consultor de Água, Clima e Restauro Ecológico da WWF Portugal.
A organização considera que o agravamento das alterações climáticas, com fenómenos extremos de precipitação mais frequentes e intensos, torna esta prevenção mais urgente.
Entre as medidas propostas estão a proteção e recuperação de zonas inundáveis, a devolução de espaço aos rios, o reforço da retenção natural de água nas paisagens agrícolas e a adoção de sistemas de drenagem urbana sustentável.
A WWF Portugal recomenda ainda a execução dos planos municipais de adaptação às alterações climáticas e o reforço dos sistemas de alerta e resposta.
“O risco de cheias não pode continuar a ser gerido apenas quando a emergência acontece. As cheias não são inevitáveis e a inação tem custos ainda maiores. A prevenção é urgente: precisamos de devolver espaço aos rios, respeitar as zonas inundáveis e preparar melhor os territórios para um clima em mudança”, reforça Afonso do Ó.
No âmbito do Dia Nacional da Água, a WWF Portugal considera que a água deve ser encarada não apenas como um recurso essencial, mas também como “um elemento que exige uma gestão integrada e preventiva”.
Assinalar este dia é, por isso, para a organização “uma oportunidade para recordar que investir em prevenção é mais eficaz e menos dispendioso do que apenas responder aos danos após a ocorrência de catástrofes”, lê-se no comunicado.
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