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Von der Leyen realça potencial de processamento de lítio em Portugal e de cobre em Angola
No primeiro aniversário do relatório Draghi, a presidente da Comissão Europeia realça que está a trabalhar numa Lei da Economia Circular para transformar resíduos no “motor crítico” da competitividade do bloco.
16 Set 2025 - 14:12
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Ursula von der Leyen e Mario Draghi | Foto: Comissão Europeia
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Ursula von der Leyen e Mario Draghi | Foto: Comissão Europeia
Nesta terça-feira, a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula von der Leyen, alertou para a necessidade de financiar iniciativas como o processamento de lítio em Portugal ou o corredor do Lobito, em Angola, para reduzir a dependência externa.
No discurso comemorativo de “Um ano após o relatório Draghi”, von der Leyen proferiu que um dos pilares do documento, criado pelo ex-primeiro-ministro italiano Mario Draghi, visa diminuir as importações de matérias-primas e fortalecer a autonomia industrial europeia.
Nessa linha, anunciou que a CE está a criar uma rede de 47 projetos estratégicos ao abrigo da Lei das Matérias-Primas Essenciais, entre eles o processamento de lítio em Portugal e a exploração de cobre no corredor do Lobito.
A CE está, nessa lógica, a trabalhar numa Lei da Economia Circular, área que garante ser “central” para a segurança de abastecimento. Explicou que, atualmente, por quilo de matérias-primas, a Europa já produz mais 30% do que os EUA e mais 400% do que a China. “Podemos, literalmente, transformar resíduos no motor crítico da nossa competitividade”, acrescentou.
Em relação ao ponto da inovação, declarou que a Europa está a posicionar-se entre os líderes mundiais na adoção da inteligência artificial (IA), depois de ficar décadas para trás na revolução digital. Mas a presidente frisa que “ainda existem muitos obstáculos” ao crescimento das start-ups, nomeadamente portuguesas, de IA no continente.
Von der Leyen alerta: “Precisamos de capitalizar os nossos pontos fortes e de colocar a nossa infraestrutura digital ao serviço da indústria e dos inovadores”. Referiu que o Mercado Único “está longe de estar completo”, dado que as barreiras internas equivalem a uma taxa de 45% sobre os bens e de 110% sobre os serviços.
A presidente da CE assegurou ter “vontade política” para fechar também um acordo comercial com a Índia até ao final do ano. Em paralelo, estão em curso avanços para negociações com a África do Sul, Malásia, Emirados Árabes Unidos e outros parceiros estratégicos, numa aposta da União Europeia na diversificação de mercados e no reforço da sua segurança económica.
Encomendado pela CE e apresentado a 9 de setembro de 2024, o relatório Draghi traça um retrato da economia da União Europeia e aponta recomendações para que o bloco consiga acompanhar o ritmo de potências como os Estados Unidos e a China.
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