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Agência para o Clima paga 155 milhões de euros para acelerar transição climática e energética

O Fundo Ambiental concentrou a maior fatia dos apoios na primeira quinzena de dezembro, com 139,3 milhões de euros, enquanto o PRR financiou projetos no valor de 15,7 milhões de euros.

22 Dez 2025 - 07:39

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Foto: Freepik

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Na primeira quinzena de dezembro de 2025, a Agência para o Clima (APC) realizou pagamentos no valor global de 155,1 milhões de euros, destinados à execução de políticas públicas nas áreas do clima, energia, mobilidade sustentável, floresta, água e coesão territorial. Os financiamentos tiveram origem no Fundo Ambiental (139,3 ME) e no PRR – Plano de Recuperação e Resiliência (15,7 ME).

Os projetos financiados pelo Fundo Ambiental incidiram sobretudo na mitigação e adaptação às alterações climáticas, na prevenção de incêndios rurais, na mobilidade sustentável e na proteção dos ecossistemas.

Desse montante, o Ministério do Ambiente e da Energia (MAEn) destaca a transferência de receitas do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE), no valor de 89 milhões de euros, destinado ao financiamento de políticas ambientais e climáticas, bem como o programa Incentiva +TP, com 36,6 milhões de euros, orientado para o reforço do transporte público coletivo e a redução das emissões.

No domínio da floresta e da proteção do território, foram apoiadas medidas como o financiamento das equipas de sapadores florestais (11,6 milhões de euros), o programa Floresta Ativa, os contratos-programa com federações de baldios, projetos de erradicação de espécies invasoras e ações de sensibilização e reflorestação, reforçando a gestão ativa da paisagem e a prevenção estrutural de incêndios.

Na área da água e do litoral, O MAEn destaca os apoios a projetos da Estratégia “Água que Une”, à reabilitação ecológica de rios e ribeiras, a estudos costeiros e à valorização de praias fluviais, promovendo uma gestão sustentável dos recursos hídricos e a adaptação às alterações climáticas.

No âmbito do PRR, os pagamentos incidiram na eficiência energética, transição energética e resiliência dos territórios. Foram apoiadas intervenções em edifícios públicos, residenciais e de serviços, programas como o E-Lar e o Vale Eficiência, projetos de flexibilidade e armazenamento da rede elétrica, bem como investimentos na bioeconomia sustentável e na transformação da paisagem em territórios de floresta vulnerável.

Em comunicado, a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, afirmou que estes pagamentos “refletem uma ação concreta do Governo na resposta aos desafios climáticos, energéticos e territoriais”, sublinhando que os recursos públicos estão a chegar “às autarquias, às comunidades, às famílias e às empresas, com impacto real na qualidade de vida e na sustentabilidade do País”.

 

 

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