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Agência para o Clima paga 36,6 milhões para reforçar transportes públicos
Maior investimento foi para a mobilidade sustentável, enquanto 480 mil euros serviram para preparar a participação de Portugal na COP30.
07 Nov 2025 - 15:20
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Foto: STCP
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A Agência para o Clima transferiu quase 48 milhões de euros na última quinzena de outubro, para financiar projetos de sustentabilidade, mobilidade verde e transição energética, assegurando, segundo o ministério responsável, “uma gestão rigorosa e transparente dos recursos públicos”.
A maior fatia, mais de 40 milhões, saiu do Fundo Ambiental. O destaque vai para a mobilidade sustentável: 36,6 milhões foram enviados para as Comunidades Intermunicipais para reforçar os transportes públicos. Entre outros investimentos apoiados por este plano, contam-se ainda 1 milhão para o Fundo Azul (economia e inovação marítima), 1 milhão para logística urbana sustentável e 480 mil euros para preparar a participação portuguesa na COP30, em Belém do Pará (Brasil).
Ainda sob o Fundo Ambiental, o projeto piloto para Retorno e Reciclagem de Têxteis Usados recebeu 450 mil euros, projetos de monitorização da qualidade do ar contaram 70 mil; mais de 117 mil euros direcionaram-se para a reconversão económica da zona da central do Pego, e 15 mil foram para reembolsos a utilizadores de carros elétricos.
Pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) foram pagos 7,9 milhões de euros, com ênfase na eficiência energética e economia azul: 6 milhões para eficiência energética em edifícios de serviços; 3,6 milhões para melhorar edifícios residenciais (PAES2023 e Vale Eficiência); 2,6 milhões para polos de inovação ligados ao mar (Hub Azul).
Com o PRR, foram também alocados 186 mil euros para transportes públicos de baixas emissões, 1,1 milhões para reforçar a rede elétrica e armazenamento de energia, 182 mil euros para bioeconomia e valorização do pinhal e 141 mil euros para prevenção de incêndios (Condomínios de Aldeia).
Para a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, os pagamentos da Agência que está ativa há menos de um ano, aceleram a transição energética.
Tornam, adicionalmente, a economia “mais verde, resiliente e competitiva”, com impacto direto no quotidiano: menos emissões, melhor qualidade do ar urbano, cidades mais eficientes e casas mais confortáveis.
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