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AIE alarga família energética global e aponta Brasil e Colômbia para adesão plena

Na maior reunião ministerial de sempre da AIE, reforçaram-se laços com economias emergentes e expandiu-se a cooperação em minerais críticos.

19 Fev 2026 - 16:15

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Reunião Ministerial da Agência Internacional de Energia 2026 | Foto: AIE

Reunião Ministerial da Agência Internacional de Energia 2026 | Foto: AIE

Por decisão unânime, vários líderes globais do setor energético concordaram em aprofundar laços institucionais com o Brasil, a Colômbia, a Índia e o Vietname, bem como expandir a cooperação sobre os minerais críticos. O acordo resultou da Reunião Ministerial da Agência Internacional de Energia (AIE), que decorreu em Paris nos últimos dois dias.

A Colômbia foi convidada a tornar-se o 33.º membro da AIE, enquanto o Brasil iniciará o processo para adesão plena, a pedido do próprio governo brasileiro. A Índia, que também manifestou interesse em aderir como membro pleno, viu os seus progressos nas negociações ser bem recebidos. Já o Vietname passa a país associado.

O diretor executivo da Agência, Fatih Birol, explicou que o reforço desta união “coloca a quota da família da AIE no consumo global de energia em mais de 80%, contra menos de 40% há dez anos” ao reforçar estarem prontos para apoiar governos no caminho para a segurança energética, acessibilidade e sustentabilidade.

A fim de consolidar o papel da AIE na cooperação internacional para enfrentar os principais desafios e oportunidades globais relacionados com energia, sentaram-se na roda de conversações 54 países, a maior participação de sempre, segundo a Agência. Estiveram ainda presentes executivos de 55 empresas e representantes de organizações intergovernamentais.

“Estes dois dias em Paris reafirmaram o quão essencial a energia é para as nossas vidas diárias – é a força motriz invisível por trás de tudo o que fazemos. Sob a égide do conhecimento da AIE, vimos mais uma vez que a cooperação internacional é fundamental”, reiterou a vice-primeira-ministra da Holanda, Sophie Hermans, que presidiu à reunião ministerial.

Fatih Birol, destacou: “Esta reunião ministerial, a maior de sempre, afirmou o imenso valor da AIE num momento em que a procura global de energia está a aumentar e os desafios que o sistema energético enfrenta estão a intensificar-se. Neste contexto, a nossa vasta gama de dados e análises objetivos é mais importante do que nunca”.

Na abertura da reunião ministerial, o presidente francês Emmanuel Macron elogiou o papel da organização na segurança energética global, destacando o trabalho do diretor executivo Fatih Birol e a capacidade da agência em orientar a transição energética. Por contraste, antes do início do evento, na terça-feira, o secretário da Energia norte-americano, Chris Wirght, ameaçou retirar os Estados Unidos da AIE, acusando-a de se comportar como uma “organização de defesa do clima” e exigindo que se recentre na segurança energética. A Agência tem apostado nas energias renováveis, o que colide diretamente com a política pró-combustíveis da administração Trump.

Alianças ampliadas

No encontro, os ministros dos países membros aprovaram o alargamento do Programa de Segurança de Minerais Críticos da AIE, reconhecendo os riscos crescentes para as cadeias de abastecimento globais. A medida visa diversificar fontes de aprovisionamento e reforçar a resiliência a eventuais choques, nomeadamente através de melhores ferramentas de dados e exercícios colaborativos sobre temas como o armazenamento.

Os membros aprovaram ainda a integração da “Aliança para a Cozinha Limpa” na agência, consolidando a AIE como principal fórum multilateral nesta área. A iniciativa pretende alargar o acesso a soluções de cozinha limpa a mais de dois mil milhões de pessoas que ainda não dispõem de alternativas. Em julho de 2026, a AIE acolherá em Nairobi, no Quénia, a segunda Cimeira sobre Cozinha Limpa em África.

A reunião incluiu ainda diálogos de alto nível sobre segurança energética na era da eletricidade e sobre o investimento na reconstrução energética da Ucrânia, com a presença do primeiro vice-primeiro-ministro ucraniano Denys Shmyhal. Em paralelo, decorreu o 3.º Fórum Anual de Inovação Energética da AIE, que reuniu representantes de governos, indústria, startups e investigação em torno de temas como redes elétricas resilientes, energia de fusão e combustíveis sustentáveis.

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