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Alto-comissário para os Direitos Humanos da ONU acusa líderes da COP30 de “inércia fatal”
A COP30 terminou sem menção explícita ao abandono dos combustíveis fósseis. Em resposta, Volker Türk alertou que esta indústria "gera lucros colossais enquanto devasta algumas das comunidades e países mais pobres do mundo".
24 Nov 2025 - 17:55
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Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk | Foto: ONU por Violaine Martin
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Alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk | Foto: ONU por Violaine Martin
O alto-comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, destacou nesta segunda-feira os “resultados insignificantes” da COP30 no Brasil, alertando para a “inércia fatal” dos líderes que poderá vir a ser considerada um crime contra a humanidade.
A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) terminou no sábado em Belém, no Brasil, com a adoção de um acordo minimalista, sem menção explícita ao abandono dos combustíveis fósseis, mas saudado por alguns como prova de que o multilateralismo ainda funciona.
Num discurso no Fórum das Nações Unidas sobre empresas e direitos Humanos, em Genebra, Volker Türk referiu que os “resultados insignificantes” da COP30 ilustram como os desequilíbrios de poder corporativos se manifestam na emergência climática.
“A indústria de combustíveis fósseis gera lucros colossais enquanto devasta algumas das comunidades e países mais pobres do mundo”, apontou, destacando como imprescindível responsabilizar os responsáveis pelos danos ligados às alterações climáticas.
Volker Türk pediu ainda aos países que imponham obrigações de diligência às empresas e que promovam reparações por danos relacionados com o clima.
“A resposta inadequada de hoje poderia ser considerada um ecocídio, ou mesmo um crime contra a humanidade?”, questionou.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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