2 min leitura
APREN saúda fim da taxa sobre produtoras elétricas que acusa de penalizar setor há mais de dez anos
Associação refere que taxa, mais conhecida por “clawback”, colocava em risco o cumprimento das metas nacionais e europeias de transição energética.
18 Dez 2025 - 17:00
2 min leitura
Pedro Amaral Jorge, Presidente APREN | Foto: APREN
- Ministra do Ambiente desvaloriza acusações da CAP relativamente ao PNRN: “Acho muito estranha esta posição”
- LIPOR distingue 98 entidades por práticas sustentáveis no programa Coração Verde
- APREN defende renováveis como “única forma viável” de produção de eletricidade em Portugal
- Projetos portugueses apresentam soluções para descontaminar solos e águas residuais
- CAP acusa Governo de excluir agricultores e falha apresentação do plano de restauro da natureza
- Economia mundial perde anualmente 31% do PIB por desperdício de recursos
Pedro Amaral Jorge, Presidente APREN | Foto: APREN
O Governo decidiu eliminar a taxa sobre empresas produtoras de energia elétrica relativa o mecanismo de equilíbrio concorrencial no mercado elétrico, conhecido como “clawback”, uma taxa que a Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN) acusa de ter penalizado durante mais de dez anos a rentabilidade e o investimento no setor.
A associação considera a medida “uma evolução muito positiva” para o setor elétrico nacional, com reflexos diretos nos consumidores, produtores e na economia. O presidente da APREN, Pedro Amaral Jorge, destaca que a extinção “elimina a incerteza” sobre um imposto que pesava nos custos operacionais dos projetos de produção e armazenamento de energia.
O “clawback” caracterizava-se por uma elevada imprevisibilidade nos valores a pagar, resultado de um método de cálculo complexo e dependente de variáveis externas ao controlo dos produtores, indica o comunicado divulgado nesta quinta-feira. A nota explica que esta incerteza dificultava o planeamento financeiro e orçamental das empresas, comprometendo a viabilidade e o acesso a financiamento para novos projetos.
Para a APREN, a manutenção da taxa colocava em risco o cumprimento das metas nacionais e europeias de transição energética, nomeadamente as definidas no Plano Nacional de Energia e Clima 2030. O setor das renováveis é apontado pelo estudo EY Portugal Attractiveness Survey 2025 como a área mais relevante para a reindustrialização do país, um objetivo que a associação considera incompatível com a acumulação de encargos sobre os operadores.
A APREN argumenta ainda que o setor já contribui significativamente para as finanças públicas através de diversos mecanismos, desde o financiamento da tarifa social à entrega de 2,5% da faturação anual dos parques eólicos às autarquias e a derrama municipal. A acumulação de mais taxas, defende a associação, enviava “um sinal negativo ao investimento” que a decisão do Governo agora corrige.
A medida surge num momento em que Portugal procura atrair capital para acelerar a descarbonização e reforçar a autonomia energética, com a estabilidade regulatória a surgir como fator determinante para a confiança dos investidores.
- Ministra do Ambiente desvaloriza acusações da CAP relativamente ao PNRN: “Acho muito estranha esta posição”
- LIPOR distingue 98 entidades por práticas sustentáveis no programa Coração Verde
- APREN defende renováveis como “única forma viável” de produção de eletricidade em Portugal
- Projetos portugueses apresentam soluções para descontaminar solos e águas residuais
- CAP acusa Governo de excluir agricultores e falha apresentação do plano de restauro da natureza
- Economia mundial perde anualmente 31% do PIB por desperdício de recursos