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Aquecimento global acelera desde 2015 e aproxima limite de 1,5 °C antes de 2030
Estudo identifica aumento da taxa de aquecimento para cerca de 0,35 °C por década nos últimos 10 anos.
09 Mar 2026 - 09:35
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O aquecimento global acelerou desde 2015, segundo um estudo do Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK) publicado na revista científica Geophysical Research Letters.
A investigação identificou uma aceleração estatisticamente significativa da tendência de aquecimento após remover influências naturais conhecidas sobre a temperatura global.
Nos últimos 10 anos, a taxa estimada de aquecimento situou-se em cerca de 0,35 °C por década, dependendo do conjunto de dados utilizado. Entre 1970 e 2015, a taxa média foi ligeiramente inferior a 0,2 °C por década. O valor recente é superior ao de qualquer década desde o início dos registos instrumentais em 1880.
A análise utilizou cinco grandes conjuntos de dados globais de temperatura: NASA, National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), HadCRUT, Berkeley Earth e ERA5.
Segundo os autores, após remover efeitos de variações naturais de curto prazo. Como o El Niño, erupções vulcânicas e ciclos solares, a aceleração do aquecimento desde 2015 surge com uma certeza estatística superior a 98%.
“Podemos agora demonstrar uma aceleração forte e estatisticamente significativa do aquecimento global desde cerca de 2015”, afirma Grant Foster, especialista em estatística e coautor do estudo. “Filtrámos as influências naturais conhecidas nos dados de observação, o que reduz o ‘ruído’ e torna o sinal de aquecimento de longo prazo mais visível”, acrescentou.
Mesmo após correções para o fenómeno El Niño e para o máximo solar, 2023 e 2024 mantêm-se como os dois anos mais quentes desde o início dos registos instrumentais.
O estudo não investiga as causas específicas da aceleração observada. No entanto, segundo os autores, os modelos climáticos mostram que um aumento da taxa de aquecimento está dentro do que é previsto pela modelação climática atual.
“Se a taxa de aquecimento dos últimos 10 anos continuar, isso conduzirá a uma ultrapassagem duradoura do limite de 1,5 °C do Acordo de Paris antes de 2030”, afirma Stefan Rahmstorf, investigador do PIK. “A rapidez com que a Terra continuará a aquecer depende, em última análise, da rapidez com que reduzimos para zero as emissões globais de CO₂ provenientes de combustíveis fósseis.”
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