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Arrábida entra para a rede mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO
Classificação coloca a serra e o mar adjacente entre as 13 áreas portuguesas distinguidas a nível mundial.
28 Set 2025 - 14:51
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Foto: Pixabay
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O Ministério do Ambiente e da Energia anunciou que, desde 27 de setembro, a Serra da Arrábida e a área marinha adjacente integram a rede mundial de Reservas da Biosfera da UNESCO. A classificação torna a Arrábida a 13.ª em Portugal e uma das cerca de 750 em todo o mundo.
De acordo com o comunicado oficial, este reconhecimento destaca a diversidade natural, com mais de 1400 espécies vegetais — cerca de 40% da flora portuguesa —, incluindo 70 raras e endémicas; a “riqueza da fauna”, com 200 espécies de vertebrados e mais de 2000 espécies marinhas, entre as quais os golfinhos-roaz; e a “paisagem única”, que combina matagais mediterrânicos, florestas de pinheiro-bravo, grutas e ecossistemas marinhos. O texto sublinha ainda a preservação de práticas tradicionais associadas a novas atividades económicas, como a pesca artesanal, o cultivo da azeitona e a produção de Moscatel de Setúbal.
Segundo o Governo, o novo estatuto reforça o papel da Arrábida na conservação da biodiversidade e na promoção do “desenvolvimento sustentável”. “Este é um justo reconhecimento da riqueza ambiental e cultural da Arrábida e uma responsabilidade acrescida para todos os que cuidam dela”, refere a ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho. Acrescenta ainda que este “é um momento de grande orgulho para o país”.
A Associação de Municípios da Região de Setúbal (AMRS), enquanto entidade proponente, expressou a sua “profunda gratidão por esta distinção internacional”. Em comunicado, refere que esta distinção “representa não apenas uma conquista para a Arrábida, mas também um reconhecimento ao espírito do Programa Homem e Biosfera da UNESCO, que confirma o valor da singular interação entre Humanidade e Natureza que define a nossa região e reforçando a responsabilidade partilhada de a salvaguardar para as gerações futuras”.
A candidatura, cujo processo se iniciou em 2016, resultou da assinatura de um protocolo entre a AMRS, os municípios de Palmela, Sesimbra e Setúbal e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).
Desde então, foi construída com o contributo de cidadãos, associações, empresas, instituições e cientistas.
Com esta integração, a AMRS reafirma o compromisso através de ações concretas. “Já demos os primeiros passos, com a construção e implementação de um plano de ação e a participação em redes locais de juventude, assegurando que a Arrábida continuará a ser um lugar onde natureza e pessoas prosperam em conjunto, em benefício de Portugal, da Humanidade e do futuro do planeta”, refere a Associação.
A partir de agora, a Arrábida figura ao lado de áreas naturais como os Galápagos, no Equador; Serengueti, na Tanzânia; ou Yellowstone, nos Estados Unidos, também elas Reservas da Biosfera.
Desde que foi fundado pela UNESCO, em 1971, o Programa sobre a Humanidade e a Biosfera constituiu uma rede mundial com mais de 750 Reservas da Biosfera em 136 países. Em Portugal, a partir de hoje, são já 13 as Reservas da Biosfera: para além da Arrábida, já existe o Boquilobo (1981), Corvo – Açores (2007), Graciosa – Açores (2007), Flores – Açores (2009), Reserva da Biosfera Transfronteiriça do Gerês–Xurés (Portugal/ Espanha 2009), Berlengas – Peniche (2011), Santana – Madeira (2011), a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Meseta Ibérica (Portugal/Espanha 2015), Fajãs de S. Jorge – Açores (2016), a Reserva da Biosfera Transfronteiriça Tejo/Tajo Internacional (Portugal/ Espanha 2016), Castro Verde (2017) e Porto Santo – Madeira (2020).
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