2 min leitura
Associação da aviação pede coordenação perante risco de racionamento de combustível
“É importante que as autoridades tenham planos bem comunicados e coordenados em vigor”, apela o diretor-geral da IATA, Wille Walsh.
17 Abr 2026 - 17:15
2 min leitura
Willie Walsh, diretor-geral da IATA
- Consulta pública do Pro-Rios arranca para restaurar mais de 1.500 quilómetros de linhas de água até 2030
- Associação da aviação pede coordenação perante risco de racionamento de combustível
- Bruxelas lança primeiras 21 medidas do Pacto para o Mediterrâneo
- BEI, FMI e Banco Mundial querem alavancar nova cadeia global de minerais críticos
- Startup norte-americana cria solução para prever incêndios florestais com inteligência artificial
- UE reduz emissões de gases com efeito de estufa em 40% desde 1990
Willie Walsh, diretor-geral da IATA
A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA na sigla em inglês) apelou nesta sexta-feira às diferentes autoridades reguladoras para que se coordenem e sejam transparentes caso seja necessário racionar combustível para aviões, especialmente na Europa.
“É importante que as autoridades tenham planos bem comunicados e coordenados em vigor caso o racionamento se torne necessário, incluindo a manutenção de flexibilidade na atribuição de faixas horárias nos aeroportos”, indicou num comunicado o diretor-geral da IATA, Wille Walsh.
O comunicado foi publicado antes do anúncio feito pelo Irão da reabertura do estreito de Ormuz durante o cessar-fogo, que entrou em vigor na noite de 07 para 08 de abril por um período de duas semanas.
Antes desse anúncio, a IATA afirmava que a Agência Internacional de Energia (AIE) tinha razão em prever uma eventual escassez de querosene (combustível derivado do petróleo) na Europa caso a importação de petróleo do Golfo continuasse bloqueada.
Wille Walsh estimou ainda que até ao final de maio seja possível assistir a alguns cancelamentos na Europa devido à falta de combustível para aviões.
No entanto, a porta-voz da Comissão Europeia Anna-Kaisa Itkonen, hoje durante uma conferência de imprensa em Bruxelas, explicou que “não há indícios de escassez sistémica de combustível que levasse a uma onda de cancelamentos de voos”, algo que o executivo europeu está a acompanhar de perto.
“Os combustíveis para aviões fazem parte de um mercado global continuamente abastecido, e são sustentados por uma produção, importações e reservas constantes”, sublinhou a responsável, recordando que os membros da União Europeia (UE) dispõem de reservas estratégicas de petróleo às quais podem recorrer.
No ‘briefing’ do Conselho de Ministros de quinta-feira, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, disse que o Governo está a acompanhar a questão das reservas dos combustíveis para a aviação e a analisar as medidas que poderá tomar, escusando-se a especular sobre o tema.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
- Consulta pública do Pro-Rios arranca para restaurar mais de 1.500 quilómetros de linhas de água até 2030
- Associação da aviação pede coordenação perante risco de racionamento de combustível
- Bruxelas lança primeiras 21 medidas do Pacto para o Mediterrâneo
- BEI, FMI e Banco Mundial querem alavancar nova cadeia global de minerais críticos
- Startup norte-americana cria solução para prever incêndios florestais com inteligência artificial
- UE reduz emissões de gases com efeito de estufa em 40% desde 1990