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Autoconsumo de energia elétrica aumentou em Portugal
Segundo a ERSE, mais de 237 mil habitações já produzem a sua própria energia, mas excedente continua a ser injetado na rede elétrica.
11 Set 2025 - 08:07
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A tendência para o crescimento do autoconsumo eletrificado em Portugal continental tem vindo a frisar-se nos últimos anos. Só entre 2021 e 2024, o número de unidades de produção para autoconsumo (UPAC) subiu cerca de 44% e a potência instalada aumentou 57% ao ano, em média. Os dados são do último relatório lançado pela ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos.
O estudo mostra no final de 2024 eram já 237 mil os autoconsumidores de eletricidade. Há registo de uma potência de 1,8 GW instalada em UPAC, principalmente com tecnologia fotovoltaica. Baseado em informação reportada pelos operadores de rede e publicada pela Direção-Geral de Energia e Geologia, refere também que a energia autoconsumida simboliza quase 3% do consumo final em 2024.
No entanto, cerca de 27% da energia produzida em autoconsumo acabou por ser injetada na rede elétrica em 2023 (o equivalente a 536 GWh), dos quais quase metade (43%) foi transacionada em mercado. O fenómeno resulta da incapacidade de absorção total da produção das UPAC pelos próprios consumidores.
O regime de partilha de energia entre diferentes instalações geograficamente próximas da UPAC – o chamado autoconsumo coletivo – começou também a dar os primeiros passos, mas só foram registados os primeiros casos em 2023.
Nas Regiões Autónomas os modelos seguem de perto o praticado no Continente, com um crescimento igualmente expressivo. Já o retorno económico para cada autoconsumidor continua a depender da sua capacidade de adaptar consumos às horas de maior produção, reduzindo assim a fatura de acesso às redes.
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