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BEI financia embarcações para estudar oceanos com redução de 90% de combustível

Fugro recebe 150 milhões de euros para desenvolver uma frota de até 25 embarcações operadas remotamente, utilizadas para estudar o fundo do mar e monitorizar infraestruturas submarinas.

17 Out 2026 - 10:30

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Foto Unsplash

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O Banco Europeu de Investimento (BEI) vai financiar com 150 milhões de euros a expansão da frota de embarcações não tripuladas da Fugro, uma empresa neerlandesa de dados geoespaciais que realiza levantamentos e monitoriza o fundo do mar, fornecendo dados para a construção de parques eólicos marítimos e para garantir a integridade dos cabos submarinos e de outros ativos marítimos.

A tecnologia, segundo o BEI, permite reduzir o consumo de combustível até 90% face aos navios tradicionais e apoia projetos de energia eólica offshore, cabos submarinos e redes elétricas europeias.

O financiamento vai apoiar a expansão faseada das capacidades de operação remota da empresa, nomeadamente através da implementação de uma frota de segunda geração de embarcações de superfície não tripuladas (USV, na sigla inglesa), com melhor desempenho. Servirá também para apoiar a investigação e o desenvolvimento de novas tecnologias por parte da empresa, incluindo sistemas avançados de deteção remota e robótica submarina, para reforçar as capacidades tecnológicas europeias na monitorização de infraestruturas marítimas críticas.

Serão assim desenvolvidas até 25 novas USV, de dimensão média, longo alcance e operação remota, utilizadas para realizar levantamentos do fundo do mar, estudos técnicos, avaliações de potenciais localizações marítimas e monitorização de ativos no mar. Em conjunto com robôs submarinos, estas embarcações permitem à Fugro transmitir dados recolhidos no fundo do mar para centros de operação remota em tempo real.

“Ao apoiar a implementação de tecnologias marítimas digitais avançadas, este financiamento ajuda a acelerar a transição energética da Europa, reforçando simultaneamente a posição de liderança da empresa num setor estratégico”, salienta o vice-presidente do BEI, Robert de Groot.

Imagem: BEI

Segundo a nota divulgada, em comparação com os navios de investigação tradicionais, estas embarcações de superfície não tripuladas permitem reduzir o consumo de combustível até 90%, diminuindo substancialmente as emissões de gases com efeito de estufa e reduzindo a necessidade de pessoal no mar.

Além disso, esta operação visa ajudar a acelerar a transição energética na Europa, uma vez que as embarcações ajudam no desenvolvimento e a construção de parques eólicos marítimos, interligações submarinas e redes elétricas europeias.

 

 

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