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Projeto H2tALENT quer testar hidrogénio verde no Alentejo e Algarve
A mobilidade vai ser uma das áreas em que a tecnologia verde será testada, estando previsto apoio à conversão para sistemas movidos a hidrogénio de frotas municipais e de serviços públicos no distrito de Évora.
13 Out 2026 - 16:30
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A produção de hidrogénio renovável em Sines, a sua utilização em edifícios e mobilidade no Alentejo e uma comunidade energética no Algarve são ações previstas por um projeto internacional coordenado pela Universidade de Évora (UÉ), foi hoje divulgado.
Em comunicado, a academia realçou que a iniciativa “pretende criar um ‘vale do hidrogénio no Alentejo’, aproveitando infraestruturas existentes e novos investimentos para desenvolver e testar soluções ao longo de toda a cadeia de valor”.
O projeto visa “passar da investigação e planeamento para a demonstração de aplicações concretas, avaliando no terreno como o hidrogénio renovável pode ser integrado nos transportes, edifícios e sistemas energéticos locais”, adiantou.
Iniciado em 2024 e com duração prevista até 2030, o projeto H2tALENT reúne 29 parceiros de sete países, entre universidades, empresas, municípios, centros tecnológicos e entidades públicas, contando com um orçamento global de nove milhões de euros.
Segundo a UÉ, a mobilidade será uma das áreas em que a tecnologia será testada, estando previsto apoio à conversão para sistemas movidos a hidrogénio de frotas municipais e de serviços públicos em Alandroal, no distrito de Évora.
Em Évora, indicou a instituição, o foco estará na utilização de hidrogénio para o aquecimento de edifícios e, entre as demonstrações previstas, está o uso de um misturador de hidrogénio e gás natural na piscina municipal.
Já na ilha da Culatra, no Algarve, o projeto terá uma vertente centrada no desenvolvimento de uma comunidade de energia renovável, com armazenamento de energia elétrica na forma de hidrogénio e a sua integração com redes inteligentes.
O sistema vai produzir hidrogénio renovável com o excesso de energia elétrica na altura de maior produção solar, armazenando esse hidrogénio para produzir novamente energia elétrica na altura de maior demanda e menor produção solar, salientou.
De acordo com a academia, estas ações complementam a componente de produção de hidrogénio renovável, também conhecido como hidrogénio verde, em Sines, no distrito de Setúbal, para onde está projetada uma unidade de eletrolisadores de 15 megawatts.
“O hidrogénio renovável produzido poderá ser posteriormente injetado na rede de gás natural e/ou transportado para diferentes locais de utilização, permitindo testar uma cadeia que vai da produção ao transporte, armazenamento e consumo”, referiu.
Citado no comunicado, Hugo Gonçalves Silva, professor de Física da UÉ e coordenador do H2tALENT, afirmou que o projeto pretende “ir desde a produção de hidrogénio renovável até ao transporte e utilização, cobrindo toda a cadeia de valor”.
No conjunto, a UÉ frisou que “o projeto prevê a produção de mais de 500 toneladas de hidrogénio renovável por ano, destinadas a diferentes aplicações na indústria, mobilidade e edifícios”.
O H2tALENT é financiado pelo programa Horizon da Comissão Europeia através da Clean Hydrogen Joint-Undertaking.
Agência Lusa
Editado por Jornal PT Green
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