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Uso de inteligência artificial no setor da energia da UE quase duplicou em quatro anos

A incorporação de IA aumentou de 18% para 34% entre 2021 e 2025, nas empresas do setor da energia, segundo uma análise do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia.

15 Out 2026 - 18:00

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Autor

Maria Almendra Carvalho

Jornalista estagiária

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Nighttime high-voltage transmission tower with HUD readouts: HV-Pylon #54321, 500 kV, 800 A, 400 MW, ACTIVE.

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A utilização de inteligência artificial (IA) nas empresas do setor da energia da União Europeia (UE) aumentou de 18% em 2021 para 34% em 2025, segundo uma análise do Centro Comum de Investigação (JRC, na sigla em inglês) da Comissão Europeia, que aponta para um crescimento da adoção desta tecnologia em praticamente todos os setores estratégicos europeus.

O setor da energia está entre os que registaram um crescimento mais acentuado na utilização da IA, a par das comunicações. Entre os dez setores estratégicos analisados, a percentagem de empresas que utilizam esta tecnologia passou de 7% para 18%, entre 2021 e 2025. 

De acordo com o relatório ‘AI adoption across European strategic sectors’, divulgado nesta quarta-feira, o aumento da utilização da IA é impulsionado sobretudo por ferramentas de uso geral, capazes de analisar e gerar texto, código, imagens, som e vídeo. 

No entanto, a análise salienta que a adoção destas ferramentas não significa necessariamente que a IA esteja integrada nos principais processos das empresas, como a produção, onde poderá contribuir para maiores ganhos de produtividade.

Outras áreas, como o setor agroalimentar e o ambiente e clima também duplicaram a sua integração de IA, ainda que em percentagens menos significativas quando comparadas com a energia. O setor agroalimentar conta agora com uma integração de 13%, enquanto o ambiente e o clima contam com uma taxa de incorporação de 16%. 

Estes estudo identifica ainda uma relação entre as mudanças na organização das empresas e a utilização da IA nos processos produtivos. As empresas que investem em alterações estruturais para integrar esta tecnologia têm maior probabilidade de a utilizar na produção, sendo que esta tendência é mais visível nos setores da energia, das comunicações eletrónicas e da defesa.

“As empresas que adaptam a IA e a integram na sua produção, nos seus fluxos de trabalho ou nas suas infraestruturas tendem a alcançar resultados com maior valor acrescentado, tirando partido dos seus dados e conhecimentos especializados”, lê-se no comunicado do JRC, consultado pelo Jornal PT Green.

A falta de competências especializadas e a incerteza regulatória, incluindo as preocupações com a proteção de dados e a privacidade, são apontadas como os principais obstáculos à adoção da IA na maioria dos setores estratégicos.

A análise foi elaborada com base em dados do Eurostat relativos à utilização das tecnologias da informação e comunicação nas empresas, recolhidos entre 2021 e 2025.

Segundo o JRC, estes resultados deverão apoiar a definição de medidas específicas para “acelerar a integração da IA nos diferentes setores da economia europeia”.

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