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Biocombustíveis de soja vão ser eliminados do cálculo das metas de energia renovável
Novos dados da Comissão Europeia mostram que biocombustíveis de soja contribuem significativamente para o desmatamento e não vão contar para os objetivos de combustíveis renováveis.
03 Fev 2026 - 12:05
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Os biocombustíveis derivados da soja vão deixar de ser considerados nos cálculos para atingir as metas de energia renovável da União Europeia (UE),
A medida surge depois de novas pesquisas da Comissão Europeia (CE) mostrarem que os biocombustíveis de soja estão fortemente ligados a alterações indiretas no uso da terra (ILUC na sigla em inglês), um fator significativo para as emissões de CO₂ e a perda de biodiversidade.
Segundo a T&E, organização não governamental europeia dedicada à defesa do ambiente no setor dos transportes, o aumento do consumo global de biocombustíveis eleva também o risco de desmatamento, ao incentivar a utilização de culturas alimentares e para ração como combustível.
“Os biocombustíveis de soja são duas vezes mais prejudiciais para o planeta do que o gasóleo fóssil. Eliminá-los é o caminho certo e garante que a soja americana, argentina e brasileira não acabe nos depósitos europeus”, refere Cian Delaney, ativista de biocombustíveis na T&E.
Sgundo a organização, os biocombustíveis têm sido amplamente promovidos na UE desde a adoção da Diretiva de Energia Renovável (RED) em 2009. Em 2019, a introdução do Ato Delegado de alto ILUC confirmou a eliminação progressiva dos biocombustíveis de palma até 2030. A soja será agora sujeita ao mesmo fim. Embora isto elimine uma das matérias-primas mais prejudiciais da mistura energética da Europa, o aumento da procura de biocombustíveis na UE significa que a corrida por matérias-primas continuará a intensificar-se, alerta, no entanto, a T&E.
“Outras matérias-primas associadas a elevados níveis de mudança no uso da terra, como a cana-de-açúcar, permanecem ligeiramente abaixo do limite. Isto significa que podem continuar a contar para os objetivos de energia renovável da UE. Biocombustíveis provenientes de culturas alimentares e para ração são uma má ideia; é hora de avançar para além da queima”, destaca Cian Delaney.
Mais de 100 milhões de toneladas de cana-de-açúcar são atualmente utilizadas na produção global de biocombustíveis. Espera-se que este número cresça 50% até 2030.
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