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Braga vai ser território piloto para testar Plano Nacional de Restauro da Natureza

Braga foi escolhida pela diversidade do seu território, que reúne espaços urbanos, rios, áreas agrícolas e florestais. Soluções testadas poderão ser replicadas depois noutros municípios do país.

04 Nov 2026 - 17:08

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Foto Wikimedia

Stone staircase with ornate balustrades leading to a church at the top, surrounded by trees and trimmed hedges.

Foto Wikimedia

Braga foi escolhida como território-piloto para testar à escala municipal o Plano Nacional de Restauro da Natureza (PNRN). O Ministério do Ambiente e da Energia (MAEn) e a Câmara Municipal de Braga assinaram nesta quarta-feira um protocolo para a criação do programa “Braga Restaura”, que visa transformar o concelho num território piloto de soluções que poderão ser replicadas depois noutros municípios do país.

A iniciativa pretende transformar os objetivos nacionais de restauro da natureza em projetos concretos, com resultados mensuráveis, que contribuam para a recuperação dos ecossistemas, a proteção da biodiversidade, a adaptação às alterações climáticas e a melhoria da qualidade de vida das populações.

Segundo o MAEn, Braga foi escolhida pela diversidade do seu território, que reúne espaços urbanos, rios, áreas agrícolas e florestais, desde o centro histórico e a cidade consolidada até aos rios Este e Cávado, com uma continuidade ecológica que se estende aos grandes sistemas naturais do Parque Nacional da Peneda-Gerês. Estas características permitirão testar diferentes soluções de restauro da natureza e desenvolver um modelo que poderá ser aplicado noutros municípios portugueses.

“Queremos que o restauro da natureza deixe de ser apenas um objetivo e passe a ser uma realidade visível no território. Braga vai permitir-nos testar soluções, medir resultados e aprender com a execução, para que esta experiência possa servir de exemplo a outros municípios. Restaurar a natureza é também proteger as populações, prevenir riscos e melhorar a qualidade de vida”, afirma a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho.

O programa “Braga Restaura 2027-2030” será elaborado conjuntamente pelo MAEn e pela Câmara Municipal de Braga, no prazo de 120 dias após a entrada em vigor do protocolo. O documento vai identificar as intervenções prioritárias, as metas a alcançar, os indicadores de avaliação, as necessidades de investimento, as fontes de financiamento e o calendário de execução.

As intervenções serão desenvolvidas através de projetos demonstradores em diferentes áreas do concelho, com destaque para o Centro Histórico e a Cidade Consolidada, os corredores ecológicos dos rios Este e Cávado e o Anel Verde Braga–Bom Jesus–Sameiro–Sete Fontes.

Segundo o MAEn, a recuperação do rio Este será um dos projetos centrais da iniciativa, com intervenções destinadas à recuperação das margens e da vegetação ribeirinha, à melhoria da qualidade da água, ao controlo de espécies invasoras, ao aumento da capacidade de retenção de água e à redução do risco de cheias.

Para o presidente da Câmara Municipal de Braga, João Rodrigues, “o Braga Restaura é uma oportunidade para valorizar o nosso território e melhorar a qualidade de vida da população. Queremos recuperar os nossos rios, reforçar a biodiversidade e aproximar a natureza das pessoas. Investir na natureza é investir numa cidade mais saudável, mais resiliente e mais preparada para o futuro”.

 

 

 

 

 

 

 

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