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Porto integra rede internacional de 150 cidades para acelerar neutralidade climática
Além do Porto, entre as novas cidades participantes encontram-se Lyon, em França, Incheon, na Coreia do Sul, Sivas, na Turquia, e Borongan, nas Filipinas. A rede pretende alcançar 300 cidades até 2030.
03 Nov 2026 - 17:15
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O Porto é uma das 32 novas cidades a aderir à Missão de Transições Urbanas (UTM, na sigla em inglês), uma rede internacional que reúne agora 150 cidades de 54 países. O anúncio foi feito nesta terça-feira, durante a Cimeira Global de Inovação da UTM, em Viladecans, Espanha.
Liderada pela Comissão Europeia e pelo Pacto Global de Autarcas para o Clima e Energia (GCoM), a iniciativa pretende ajudar as autarquias a transformar os compromissos climáticos em medidas concretas, através da partilha de conhecimento técnico, do acesso a financiamento e do desenvolvimento de soluções inovadoras.
Além do Porto, entre as novas cidades participantes encontram-se Lyon, em França, Incheon, na Coreia do Sul, Sivas, na Turquia, e Borongan, nas Filipinas. A rede pretende alcançar 300 cidades até 2030.
Segundo a organização, caso as metas climáticas atualmente estabelecidas pelas cidades participantes sejam cumpridas, estas podem reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em mais de 390 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO₂) por ano até 2030. Até 2050, o potencial de redução poderá ultrapassar os 610 milhões de toneladas anuais.
“Os progressos duradouros acontecem quando as autarquias partilham conhecimentos além-fronteiras, aprendem umas com as outras e testam no terreno soluções que podem ser alargadas e replicadas”, afirma Andy Deacon, codiretor executivo do GCoM, em comunicado.
A utilização da inteligência artificial (IA) e das tecnologias digitais foi um dos principais temas da Cimeira Global de Inovação da UTM 2026, que reuniu cerca de 200 representantes de cidades, governos, instituições de investigação e empresas.
A organização pretende apoiar as autarquias na identificação de soluções tecnológicas que contribuam para a resiliência climática, o planeamento urbano e a concretização de projetos de transição energética. No entanto, destaca também a necessidade de considerar a pegada ambiental das próprias tecnologias digitais e da inteligência artificial.
“Podem permitir que as cidades testem soluções antes de investir e transformem planos climáticos em projetos capazes de atrair financiamento”, afirmou Miriam Badino, coordenadora técnica da Missão de Transições Urbanas, referindo-se às oportunidades oferecidas pelas soluções digitais e pela IA. A responsável sublinhou, contudo, que também é necessário ter em conta o impacto ambiental destas tecnologias.
Durante o encontro, foi ainda anunciado o alargamento do programa City2City, que promove parcerias entre cidades para a partilha de conhecimento e o desenvolvimento de soluções conjuntas. Em 2026, o programa envolveu 54 cidades de 27 países, organizadas em 20 parcerias. Uma nova convocatória para participação está aberta até 15 de janeiro de 2027.
A UTM anunciou ainda o reforço da sua Aliança Global de Inovação, com a entrada dos Países Baixos e de quatro novos parceiros, e o desenvolvimento da plataforma digital UTMC 2.0, que deverá disponibilizar às cidades recursos técnicos, exemplos de projetos-piloto, oportunidades de formação e potenciais fontes de financiamento.
A quarta edição da Cimeira Global de Inovação da UTM decorreu sob o tema “Acelerar as Transições Urbanas: Ampliar o Impacto com Inteligência Artificial e Inovação Digital”.
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