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Mais de 80 municípios aderem ao Passaporte Climático das Cidades
Entre os municípios aderentes estão Lisboa, Porto, Sintra, Vila Nova de Gaia, Braga, Coimbra e Funchal, bem como concelhos de menor dimensão, como Arronches, Manteigas, Monforte e Pampilhosa da Serra.
27 Out 2026 - 10:13
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Mais de 80 municípios portugueses, que representam mais de metade da população nacional, aderiram ao Passaporte Climático das Cidades, lançado nesta segunda-feira pela ADENE – Agência para a Energia. A iniciativa pretende acompanhar a execução dos Planos Municipais de Ação Climática e dar visibilidade aos resultados alcançados pelas autarquias no combate às alterações climáticas.
A apresentação decorreu durante o 3.º Encontro Nacional do Pacto de Autarcas para o Clima e Energia, em Torres Vedras, onde a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, anunciou também a criação do Prémio Ação Climática Local, destinado a distinguir os municípios com resultados concretos na implementação de políticas climáticas.
“Reconhecer boas práticas é importante, mas queremos ir mais longe. Queremos premiar a implementação, distinguir resultados e dar visibilidade a quem demonstra que a transição climática pode trazer melhorias concretas para a vida das pessoas”, afirmou a ministra.
Entre os municípios aderentes estão Lisboa, Porto, Sintra, Vila Nova de Gaia, Braga, Coimbra e Funchal, bem como concelhos de menor dimensão, como Arronches, Manteigas, Monforte e Pampilhosa da Serra. Cerca de 20 dos municípios que aderiram à iniciativa ainda não integram o Pacto de Autarcas para o Clima e Energia da União Europeia.
O Passaporte Climático das Cidades, desenvolvido pela ADENE, pela Agência para o Clima e pelo IN+, Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico, é voluntário, gratuito e aberto a todos os municípios portugueses.
A iniciativa estabelece três níveis de reconhecimento, consoante o grau de implementação das políticas climáticas. O primeiro, Planeamento, exige a publicação de um plano climático, a definição de metas para 2030 e 2050, a identificação dos investimentos previstos e a existência de mecanismos de monitorização.
O segundo nível, Ação, pressupõe que pelo menos 50% das medidas previstas estejam executadas ou em execução. Já o nível Liderança, exige uma taxa de implementação de 75%, o alinhamento com a trajetória de redução de emissões, a mobilização de outras entidades e a divulgação pública dos resultados.
Cada nível tem uma validade de três anos, mediante a apresentação de um relatório anual simplificado.
Segundo a ADENE, os municípios aderentes terão acesso a uma plataforma que centraliza os planos e relatórios, facilita a participação no Pacto de Autarcas da União Europeia e disponibiliza apoio técnico. O Passaporte poderá ainda ser considerado uma boa prática no acesso a oportunidades de financiamento.
“Em muitas câmaras municipais, o plano climático está nas mãos de uma ou duas pessoas que acumulam responsabilidades nas áreas do ambiente, da energia, dos fundos europeus e de muitos outros dossiês. Este esforço merece ser reconhecido”, afirmou Nelson Lage, presidente da ADENE.
Atualmente, o Pacto de Autarcas para o Clima e Energia da União Europeia reúne 178 municípios portugueses, sendo a ADENE a coordenadora nacional da iniciativa.
“Vamos apoiar cada município que queira aderir. Vamos continuar a capacitar as vossas equipas. Vamos disponibilizar ferramentas e plataformas úteis para responder aos vossos desafios. E vamos valorizar e dar visibilidade a quem avança”, acrescenta o presidente da ADENE.
A adesão ao Passaporte Climático das Cidades continua aberta a todos os municípios do país, através da plataforma disponibilizada pela ADENE.
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