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Espanha suaviza exigências ambientais para instalação de centros de dados
Após vários protestos, o Governo espanhol alterou algumas medidas no decreto real que vai regular a instalação de centros de dados. Ainda assim, 80% da energia consumida terá de ser de fontes renováveis.
27 Out 2026 - 13:39
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O Governo de Espanha cedeu um pouco nas exigências ambientais que estabeleceu no novo decreto real que vai regular a instalação de centros de dados no território espanhol, e que está ainda em discussão.
Segundo a imprensa espanhola, a nova versão mantém os principais elementos da primeira versão, mas introduz mais flexibilidade nos prazos para as empresas conseguirem cumprir as exigências. Ainda assim, mantém-se a exigência de estes centros de dados serem alimentados com pelo menos 80% de energia proveniente de fontes renováveis, nomeadamente através de autoconsumo ou através de fontes localizadas em Espanha.
Porém, a nova proposta prevê um período de transição de até cinco anos para atingir esse limiar, mediante o cumprimento de várias condições.
A proposta revista também aumenta o limiar de potência a partir do qual as regras se aplicam. A proposta inicial estabelecia que as regras se aplicariam a instalações com uma potência superior a 1 megawatt (MW). Nesta nova versão, esse limiar foi aumentado para mais de 10 MW.
Na área da água, o projeto de decreto real mantém exigências de eficiência hídrica a respeitar pelos centros de dados. As instalações terão de cumprir os níveis mais exigentes de eficiência previstos na classificação europeia, avaliados através do indicador WUE (Water Usage Effectiveness), que mede o consumo de água em relação à energia utilizada pelos equipamentos informáticos, refere a RTVE.
O Governo enviou o documento revisto nesta segunda-feira ao Conselho de Estado.
Recorde-se que Espanha está a tornar-se um dos principais polos europeus para a construção de centros de dados, graças à elevada disponibilidade de energia renovável e há existência de vastas áreas de terrenos disponíveis. Porém, a estratégia não é consensual.
A Associação Espanhola de centros de dados (SpainDC) também já havia admitido recorrer aos tribunais, caso a proposta fosse aprovada. A organização considerava que algumas das obrigações previstas eram impossíveis de cumprir e estimava que estariam em risco cerca de 9 mil milhões de euros em investimentos previstos ou já em curso em Espanha.
Segundo avançou o El Economista no passado mês de setembro, perante as exigências do decreto-real, Portugal poderia tornar-se no principal destino do investimento previsto para data centers em Espanha, caso as novas medidas propostas pelo Governo espanhol para regulamentar o setor fossem aprovadas nos moldes da primeira versão.
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