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Brava apoiou 35 movimentos rurais contra megacentrais solares e minas de lítio num ano
No primeiro ano, o Fundo de Resistência Rural angariou 3700€ e distribuiu 3 mil euros por cinco projetos dedicados à defesa de rios, contestação de projetos de mineração, mapeamento de movimentos e pagamento de custas judiciais.
06 Nov 2026 - 19:00
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Foto MiningWatch Portugal via Unsplash
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A Brava (Rede de Resistência Rural) apoiou 35 movimentos locais no primeiro ano de atividade e reuniu 280 ofertas de apoio jurídico, técnico e financeiro de cidadãos e organizações. A rede, que articula comunidades que contestam megacentrais solares, minas de lítio e outros projetos nos seus territórios, assinala nesta sexta-feira o primeiro aniversário, em Lisboa.
Segundo o balanço divulgado pela Brava, as comunidades rurais levaram a participação nas consultas públicas ambientais a valores recorde, com processos que reuniram dezenas de milhares de participações. Entre os exemplos apontados estão a central solar Sophia, as zonas de aceleração das energias renováveis e a mina de lítio do Barroso.
As 280 ofertas de apoio recebidas pela rede incluem contribuições financeiras, aconselhamento jurídico e competências técnicas nas áreas da energia, cartografia, arquitetura e agronomia.
“Ninguém nestes territórios é contra a transição energética. O que as populações contestam é que ela seja decidida sem elas”, afirma Guilherme Serôdio, cofundador da Brava e embaixador do Pacto Climático Europeu.
A articulação entre os diferentes movimentos permitiu ainda criar novas plataformas de mobilização, como o Movimento por uma Energia Justa e Solidária (MEJS), que reúne várias iniciativas de contestação a megacentrais solares em Portugal.
No primeiro ano, o Fundo de Resistência Rural angariou 3.700 euros e distribuiu 3.000 euros por cinco projetos dedicados à defesa de rios, contestação de projetos de mineração, mapeamento de movimentos, organização de eventos e pagamento de custas judiciais.
A rede lançou também o Manual de Resistência Rural, um guia gratuito, e o podcast “Territórios em Resistência”. Entre as campanhas que ajudou a divulgar estão a “Deslarrrguem a Arrábida!” e a “Unidos em Defesa de Covas do Barroso” (UDCB), que somaram milhões de visualizações.
Para 2027, a Brava prevê organizar eventos em territórios rurais, produzir materiais de apoio aos coletivos e dar continuidade ao podcast. A rede pretende ainda realizar três novas rondas de financiamento, no valor de 3.000 euros cada, num total de 9.000 euros.
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