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Bruxelas e ONU reforçam aliança ambiental até 2029
Comissão Europeia e UNEP renovam parceria num contexto de incerteza geopolítica e pressão sobre a ciência.
17 Mar 2026 - 12:21
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Inger Andersen e Jessika Roswall | Foto: CE
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Inger Andersen e Jessika Roswall | Foto: CE
A Comissão Europeia e o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (UNEP, na sigla em inglês) reforçaram a sua cooperação estratégica em matéria ambiental, com a assinatura de um novo quadro de colaboração para o período 2026-2029.
O acordo foi alcançado numa reunião de alto nível em Bruxelas, nesta segunda-feira, entre a comissária europeia do Ambiente, Jessika Roswall, e a diretora executiva do UNEP, Inger Andersen, num momento marcado por crescente instabilidade geopolítica e desafios ambientais globais.
No centro da nova parceria está o compromisso de intensificar a resposta à chamada “tripla crise planetária”, ou seja, as alterações climáticas, a perda de biodiversidade e a poluição, através de políticas baseadas na ciência e de uma cooperação multilateral reforçada.
As duas instituições sublinham o papel crítico da evidência científica na formulação de políticas públicas, numa altura em que o consenso científico enfrenta pressões políticas em várias geografias.
A cooperação renovada prevê também o reforço da ligação entre ciência e decisão política, assim como a construção de alianças internacionais com vista a resultados ambiciosos em fóruns globais.
“A nossa forte cooperação com a ONU manifesta a clara necessidade de um multilateralismo robusto nestes tempos de incertezas geopolíticas. Juntos, estamos comprometidos em enfrentar as crises ambientais e em reforçar a competitividade, a segurança e a resiliência globais a longo prazo. A nossa parceria sublinha também o nosso compromisso com a experiência científica na abordagem dos desafios globais e no apoio a um futuro mais sustentável”, refere Jessika Roswall, comissária do Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva.
Entre as prioridades definidas estão o combate coordenado às alterações climáticas, à poluição e à degradação dos ecossistemas, a preparação conjunta de grandes cimeiras internacionais, incluindo conferências das Nações Unidas sobre clima, biodiversidade e desertificação, e o avanço nas negociações de um tratado global contra a poluição por plásticos.
A diretora executiva do UNEP corrobora que “num momento em que o mundo enfrenta desafios globais complexos, o multilateralismo ambiental baseado na ciência é mais importante do que nunca”.
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